Flávio Bolsonaro não informou se orientará a bancada do PL a votar a favor da PEC que discute o fim da escala 6x1. O candidato à Presidência afirmou defender mais tempo de folga para os trabalhadores, mas disse que a mudança não resolverá os problemas da categoria se vier acompanhada de desemprego ou endividamento.
A declaração ocorreu após uma reunião com integrantes da federação formada por União Brasil e PP, que formalizou apoio à candidatura de Flávio no segundo turno. O encontro ocorreu nesta quarta-feira. O PL deveria discutir ainda nesta quarta-feira (7) a estratégia para a votação.
Discussão no Senado
A proposta começou a ser discutida no plenário do Senado na terça-feira. Antes da votação em primeiro turno, são necessárias cinco sessões de discussão. A previsão é que essa etapa termine na próxima semana. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, trabalha para levar a PEC à votação também na próxima semana, possivelmente na quinta-feira.
Depois dessa fase, ainda serão necessárias mais cinco sessões de discussão antes da análise em segundo turno.
Lula havia cobrado uma posição de Flávio e do PL sobre a proposta. Na terça-feira (6), o presidente disse que a votação serviria como um primeiro teste para indicar a posição do partido e afirmou que o candidato precisaria decidir se orientaria sua bancada a apoiar a mudança.
Ao responder, Flávio acusou Lula de tentar acelerar a análise por interesse eleitoral. Também defendeu a redução da tributação sobre a folha de pagamento e criticou os gastos do governo e os juros oficiais, relacionando esses fatores ao endividamento dos trabalhadores.
“Tem que ter responsabilidade”, afirmou Flávio ao dizer que mais folga não seria suficiente em um cenário de desemprego ou dívidas.
O candidato do PL defendeu ainda uma proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). O texto prevê jornada flexível, com remuneração por hora, conforme negociação entre empregado e empregador.








