PERNAMBUCO — A produção industrial de Pernambuco cresceu 10,9% no primeiro semestre de 2026, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional do IBGE. O resultado colocou o estado na segunda posição entre as maiores altas do país no período e na liderança do crescimento da indústria de transformação entre as unidades da Federação pesquisadas.
O desempenho pode favorecer a expansão de negócios, a ampliação da produção e a entrada em novos mercados. Para o empresário e investidor Macário Moraes, porém, as empresas precisam preparar a operação antes de acelerar os investimentos.
Entre os aspectos a serem analisados estão margem de lucro, fluxo de caixa, endividamento, capacidade produtiva, equipe, processos internos e retorno esperado. A busca por capital, na avaliação de Moraes, deve ser acompanhada de definições sobre o montante necessário, o destino dos recursos e os resultados pretendidos.
“Um bom momento da economia pode abrir portas, mas não organiza a empresa por dentro”, afirma Moraes. Ele também aponta que a concentração das decisões no proprietário pode dificultar o ganho de escala, especialmente em empresas familiares, indústrias locais, distribuidoras e negócios de serviços.
Segundo o empresário, decisões financeiras, comerciais e operacionais ainda podem depender diretamente do dono nesses negócios. A expansão, afirma, exige a distribuição de responsabilidades e a criação de rotinas que permitam à empresa funcionar sem depender apenas do esforço do proprietário.
O crescimento industrial também pode abrir espaço para empresas do Agreste, Sertão e Zona da Mata. Esses negócios podem ampliar sua participação em cadeias produtivas, buscar mercados e atrair investimentos, desde que tenham condições de sustentar o avanço.
“Crescer sem enlouquecer é organizar a empresa para que a oportunidade não vire descontrole”, conclui Moraes. Para ele, clareza, equipe, números e rotina são elementos necessários para transformar o crescimento em uma construção da própria empresa.








