PERNAMBUCO — A produção industrial e o comércio varejista foram os principais destaques da economia pernambucana entre janeiro e julho de 2026. No período, a indústria cresceu 16,5%, a segunda maior alta entre os estados brasileiros, enquanto o varejo restrito avançou 10,4%, o maior resultado do país.
Os dados fazem parte do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), do Banco Central. O indicador mostrou crescimento de 5,32% em Pernambuco na comparação com os sete primeiros meses de 2025. Foi o maior avanço entre as 17 unidades da Federação monitoradas pela instituição.
A alta pernambucana ficou acima da expansão nacional, de 1,50%, e do resultado do Nordeste, de 2,67%. Na mesma comparação, Rio de Janeiro registrou crescimento de 4,94%, Espírito Santo teve alta de 4,53% e Mato Grosso do Sul avançou 4,50%.
Acumulado em 12 meses
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a atividade econômica de Pernambuco cresceu 3,63%. O estado teve o quarto maior avanço entre os acompanhados pelo Banco Central e liderou o resultado regional. No Brasil, a expansão acumulada foi de 1,48%.
Para Danielle Jar Souto, secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, o desempenho está relacionado à contribuição de diferentes setores. “Os dados mostram uma trajetória positiva da atividade econômica de Pernambuco no acumulado do ano”, afirmou.
No trimestre encerrado em julho, entre maio e julho, Pernambuco cresceu 0,59% em relação aos três meses anteriores. No mesmo intervalo, o Brasil teve retração de 0,30%.
Também em julho, foram registradas 14.590 novas empresas no estado, o maior número para o mês desde 2012. O estoque de empresas ativas superou, pela primeira vez, 800 mil.








