São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia

Economistas veem limite fiscal para novos subsídios aos combustíveis

Avaliação é que uma nova alta do diesel pode pressionar as contas públicas, a inflação e os custos de transporte no Brasil.

Economistas veem limite fiscal para novos subsídios aos combustíveis

Economistas avaliam que o governo tem menos espaço fiscal para conter uma eventual nova alta dos combustíveis com subsídios financiados por receitas associadas ao petróleo. Nesse cenário, um novo choque no diesel poderia pressionar as contas públicas.

Para Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, o governo pode se aproximar do ponto em que os gastos para controlar os preços superariam a arrecadação gerada pelo petróleo mais caro. “Parece que o governo já fez tudo o que podia fazer”, afirmou. Segundo ele, uma nova rodada de subsídios provavelmente teria custo fiscal.

A economista-chefe da Mirae Asset no Brasil, Marianna Costa, considera que os preços internacionais dão argumento político para uma reação do governo dos Estados Unidos. O galão do diesel está acima de US$ 6,50, enquanto a gasolina supera US$ 4,50, mas a forma de eventual resposta ainda é incerta.

Efeitos sobre o Brasil

Costa afirma que eventuais restrições ao diesel dos Estados Unidos teriam impacto relevante no Brasil. Uma parcela importante do combustível consumido internamente vem do mercado norte-americano, especialmente depois do bloqueio da Rússia. O repasse da alta, segundo a economista, afetaria principalmente os fretes e os bens industriais.

Ela também avalia que uma nova rodada de subsídios exigiria crédito extraordinário ou mais contingenciamento. Sob as regras do arcabouço fiscal e sem margem no orçamento, a ampliação do benefício demandaria remanejamento de verbas ou aumento do déficit público.

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Investimentos, afirma que um embargo dos Estados Unidos às exportações elevaria ainda mais o preço mundial do diesel e aumentaria a pressão inflacionária no Brasil. Ele também prevê reaceleração da inflação nos próximos meses, influenciada pelos combustíveis, pelo El Niño e pela reversão de fatores temporários que contribuíram para conter os índices no meio do ano.

Chicoli avalia que, sem capacidade para amortecer a alta, o ajuste poderia ocorrer pela demanda, com redução da atividade no transporte. Para ele, o encarecimento do combustível pode fazer com que alguns caminhoneiros deixem de considerar viável trabalhar.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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