São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Lula nega negociação com os EUA sobre minerais críticos

Presidente afirma que proposta americana sobre ativos de mineração foi recusada e defende processamento dos recursos no Brasil.

Lula nega negociação com os EUA sobre minerais críticos

MONTES CLAROS (MG) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que o governo brasileiro tenha negociado com os Estados Unidos uma exigência de acesso prévio à venda de ativos de mineração, incluindo minerais críticos, como parte de um possível acordo sobre tarifas.

Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta quinta-feira (17), Lula classificou a proposta como um documento antigo, que teria sido recusado desde o primeiro contato. "Esse documento não foi discutido, não será discutido e não está sendo discutido", afirmou.

O presidente também questionou a divulgação da proposta no dia seguinte à sanção da lei que criou a política nacional para a exploração de minerais críticos. Ele voltou a defender que o processamento desses recursos ocorra no Brasil, com a produção de bens de maior valor agregado destinada à exportação.

"A condição sine qua non para vir fazer investimento aqui no Brasil é saber que o processo tem que ser transformado no Brasil", disse Lula. Segundo ele, a regulação não impede a participação de empresas estrangeiras, mas exige que o produto seja beneficiado no país, em vez de o Brasil exportar apenas minério.

A proposta apresentada pelos Estados Unidos em 16 de outubro de 2025 previa garantias relacionadas à liberdade de expressão e à aplicação, no território brasileiro, de sanções financeiras determinadas pelo Tesouro americano. O documento também detalhava possíveis vantagens para os Estados Unidos no setor brasileiro de minerais críticos e em outros segmentos da economia.

Lula afirmou que a exigência de prioridade sobre a riqueza mineral brasileira seria inaceitável e disse não entender por que o conteúdo foi divulgado nesse momento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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