São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Ouro recua antes de decisão do Fed em meio a pressão sobre juros

Contrato mais negociado do metal caiu 0,44% na Comex, enquanto petróleo e rendimentos dos Treasuries avançaram.

Ouro recua antes de decisão do Fed em meio a pressão sobre juros

O ouro encerrou a sessão desta terça-feira, 15, em queda pelo segundo dia consecutivo. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido, com vencimento em dezembro, recuou 0,44%, para US$ 4.332,8 por onça-troy.

A prata para dezembro acompanhou o movimento e perdeu 0,44%, fechando a US$ 63,85 por onça-troy.

A alta do petróleo aumentou as expectativas de uma política monetária mais rígida para conter a inflação. Esse cenário tende a elevar os juros dos títulos públicos e reduz a atratividade do ouro, que não gera rendimentos. A decisão do Federal Reserve (Fed) está prevista para quarta-feira, 16.

Tensões e riscos políticos

O Commerzbank relacionou o avanço do petróleo à renovação das tensões no Oriente Médio e afirmou que o movimento também ampliou as expectativas sobre as taxas de juros em diferentes mercados, não apenas nos Estados Unidos. Para o banco, a resistência relativa do ouro pode estar ligada às preocupações fiscais persistentes, aos rendimentos mais altos dos Treasuries de longo prazo e ao aumento dos riscos políticos nos EUA.

O banco também avaliou que a independência do Fed pode ser colocada sob pressão política da Casa Branca. Segundo o Commerzbank, esse conflito se tornaria mais evidente quando as decisões de política monetária divergissem dos interesses da administração dos EUA ou do presidente americano, Donald Trump.

Antes do conflito com o Irã, o Fed caminhava para reduzir as taxas de juros, movimento que atendia aos interesses de Trump. Com a inflação ainda elevada, porém, o banco central passou a enfrentar pressão para elevar os juros, enquanto o presidente ameaçou adotar medidas extremas caso as taxas não fossem reduzidas.

O Commerzbank concluiu que um confronto entre o governo e o banco central parece quase inevitável e que os mercados financeiros passaram a considerar esse risco com mais atenção.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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