A decisão de comprar de pequenos negócios é apresentada pelo Movimento Compre do Pequeno como uma forma de participar da geração de emprego e renda em Pernambuco. Criada pelo Sebrae em 2015, a mobilização ocorre em torno de 5 de outubro, Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa.
Dados do Sebrae indicam que 41% dos consumidores conhecem o movimento, enquanto um em cada três já comprou de um pequeno negócio como forma de participar da iniciativa. A proposta é incentivar escolhas de consumo em bairros, municípios do interior e periferias.
O estado tem mais de 651 mil pequenos negócios ativos, equivalentes a 93,9% das empresas pernambucanas. O conjunto inclui 380 mil microempreendedores individuais, 223,3 mil microempresas e 47,7 mil empresas de pequeno porte. Até setembro de 2026, mais de 122 mil empreendimentos foram abertos, com saldo positivo de 49,5 mil empresas.
A geração de empregos também aparece entre os principais indicadores. No primeiro semestre de 2026, os pequenos negócios registraram saldo positivo de quase 22 mil postos de trabalho formais. Até julho de 2026, o saldo chegou a 24,2 mil empregos, com destaque para o setor de Serviços, responsável por 12 mil vagas.
Para o superintendente do Sebrae Pernambuco, Murilo Guerra, o segmento movimenta diferentes áreas da economia estadual. “Os pequenos negócios desempenham um papel estratégico na economia do estado”, afirmou. No país, as pequenas empresas correspondem a cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB).
Entre os empreendimentos destacados pelo Sebrae estão a Delideia Doceria, de Andréia Henriques, em Petrolina, e a Pizza pra 1, criada por Paulo Cysneiros, em Serra Talhada. Em São Vicente Férrer, Fátima Lima comanda a Fio e Renda. Patrícia Souza está à frente do Bar da Fritada, em Igarassu.
No Agreste, Carlos Araújo comercializa 8 mil bolos por mês com a marca São Miguel, em Garanhuns. Em Caruaru, Maria Cecília criou a De’Lírio Padaria Artesanal e Afetiva.
O levantamento também aponta cerca de 279 mil pequenos negócios sob gestão feminina. As mulheres representam 41,1% dos empresários do estado. A formalização alcança 24,7% dos donos de negócios, ante 34,7% no Brasil, no quarto trimestre de 2025. Entre os formais, o rendimento médio é de R$ 6.115, enquanto entre os informais fica em R$ 1.646, no mesmo período.








