São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia

Pernambuco cresce 3,6% e puxa desempenho do Nordeste até julho

Região igualou o Sul na liderança nacional, enquanto o ritmo nordestino perdeu força a partir de abril de 2026.

Pernambuco cresce 3,6% e puxa desempenho do Nordeste até julho

Pernambuco foi o estado com maior expansão da atividade econômica no Nordeste, com alta de 3,6% no acumulado de agosto de 2025 a julho de 2026. O resultado ficou acima de duas vezes o crescimento do Brasil no período, segundo análise do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB).

O Nordeste registrou crescimento de 2,5% e empatou com a Região Sul na liderança entre as regiões brasileiras. A média nacional foi de 1,5%. Também ficaram acima desse resultado o Sudeste, com 1,7%, enquanto Norte e Brasil tiveram 1,5%. O Centro-Oeste desacelerou de forma mais intensa ao longo do ano.

Entre os demais estados acompanhados pelo estudo, o Rio Grande do Norte cresceu 2,1%; o Ceará, 1,7%; o Maranhão, 1,6%; e a Bahia, 1,4%. A Bahia foi o único estado da lista com taxa ligeiramente inferior à média nacional.

Crédito e trajetória regional

Para Hugo Luiz de Queiroz, superintendente do BNB em Pernambuco, o crédito contribuiu para sustentar a atividade econômica estadual. “Somente em 2025, o Banco do Nordeste financiou R$ 7,8 bilhões no estado”, afirmou. De janeiro a julho de 2026, foram R$ 4,3 bilhões, conforme o executivo.

O estudo utiliza o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador acompanhado pelo mercado por oferecer uma leitura mais rápida da atividade econômica brasileira, de acordo com o pesquisador Biagio de Oliveira Mendes Junior, responsável pela análise.

Mendes Junior afirmou que o Rio Grande do Norte teve a trajetória mais consistente de recuperação econômica. O Ceará apresentou crescimento gradual e se estabilizou acima da média brasileira.

Apesar da liderança, o Nordeste perdeu ritmo gradualmente desde abril de 2026, quando a taxa anualizada chegou a 3%. Em julho, recuou para 2,5%. A análise relaciona parte desse movimento ao desempenho da indústria e dos serviços em alguns estados.

No país, a agropecuária cresceu 2,3% no acumulado de 12 meses até julho de 2026. Os serviços avançaram 1,9%, e a indústria, 0,7%. A desaceleração brasileira em 2026 ficou concentrada principalmente na agropecuária, enquanto os serviços permaneceram como principal sustentáculo da atividade econômica.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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