RIO DE JANEIRO — A diretora-executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou que os resultados do primeiro poço perfurado na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, foram positivos. Ela também disse que o licenciamento ambiental para novas perfurações tem demorado.
A Petrobras informou no mês passado ter encontrado hidrocarbonetos no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O poço fica em um bloco da Bacia da Foz do Amazonas.
Durante uma mesa-redonda sobre reposição de reservas na ROG.e, no Rio, Sylvia afirmou que a descoberta foi esperada por mais de uma década. A executiva disse que a empresa obteve uma licença considerada necessária para a perfuração inicial e que o processo foi difícil.
Próximas perfurações
A Petrobras conseguiu o licenciamento ambiental para perfurar mais três poços no mesmo bloco. As novas operações deverão ajudar a verificar se a presença de hidrocarbonetos pode resultar em petróleo economicamente viável para produção.
Sylvia afirmou que os três poços permitirão delimitar o bloco e manifestou a expectativa de que a área tenha tamanho suficiente para a continuidade das atividades.
Para a diretora, a reposição de reservas é necessária e precisa ocorrer de forma contínua. Ela ressaltou que o ciclo exploratório não acontece rapidamente e pode exigir um período de dez anos.
Sylvia também defendeu a manutenção da exploração de diferentes fontes de energia, com destaque para o petróleo. Segundo ela, a exportação de petróleo responde pela maior receita do comércio exterior do país. Ao tratar do licenciamento ambiental, afirmou: “As licenças têm sido demoradas”.








