São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

PF convoca dirigentes do Banco Central e André Esteves no caso Master

Gabriel Galípolo, Roberto Campos Neto e o dono do BTG serão ouvidos como testemunhas sobre a fiscalização do Banco Master.

PF convoca dirigentes do Banco Central e André Esteves no caso Master

A Polícia Federal determinou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto e o dono do BTG Pactual, André Esteves, prestem depoimento como testemunhas no inquérito que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master. O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, também será ouvido novamente.

As convocações foram determinadas em 3 de agosto. Como testemunhas, os envolvidos têm obrigação de dizer a verdade. Os depoimentos ainda não foram realizados porque havia outros interrogatórios previstos no mesmo caso. O banqueiro Daniel Vorcaro foi ouvido em 28 de agosto.

A investigação apura a suspeita de que Vorcaro teria cooptado dois servidores do Banco Central: Belline Santana e Paulo Sérgio Souza. Os dois negam ter favorecido indevidamente o banqueiro ou participado de irregularidades.

Relatos apresentados à PF

A decisão de ouvir Galípolo, Campos Neto e os demais citados ocorreu depois de Paulo Sérgio Souza mencionar os nomes em seu depoimento. O ex-diretor negou ter recebido propina para repassar informações sigilosas ao dono do Master. Também afirmou que Galípolo resistiu à comunicação ao Ministério Público Federal de suspeitas ligadas à venda do banco ao Banco de Brasília (BRB).

Segundo Souza, houve duas reuniões com Galípolo sobre o assunto. Na primeira, ele informou que o Banco Master havia entrado no compulsório e que seria necessário liquidar a instituição ou encontrar uma solução de mercado com o BTG Pactual. Na segunda, realizada no final de junho, Galípolo teria dito que não faria comunicação ao Ministério Público por gestão temerária, porque recebera internamente a informação de que havia fraude na carteira.

Souza também declarou que, durante a sabatina de Galípolo para a presidência do Banco Central no Senado, recebeu de Ailton de Aquino a orientação de “jogar parado”.

Outro episódio citado envolve uma análise feita pelo BTG Pactual no Banco Master. De acordo com Souza, em novembro de 2024, Aquino informou que o banco havia concluído uma diligência prévia e identificado uma fraude de R$ 32 bilhões. A comunicação teria sido feita por telefone em 29 de novembro, e uma apresentação ocorreu em 3 de dezembro de 2024, com a presença de Roberto Campos Neto. Souza afirmou que o BTG não entregou documentos naquela reunião.

A defesa de Campos Neto disse que ainda não havia recebido a intimação e questionou o vazamento da informação. Os advogados Pedro Ivo Velloso e Francisco Agosti afirmaram: “Sem acesso ao documento, a defesa não tem como confirmar sua existência, autenticidade ou teor”. O BTG Pactual informou que não comentaria, e o Banco Central não respondeu.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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