O banco Digimais encerrou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 581,4 milhões. No mesmo período do ano passado, a instituição havia registrado lucro líquido de R$ 42,1 milhões. Os dados foram informados pelo próprio banco e divulgados pelo Banco Central por meio da plataforma IFData.
Em junho, o índice de Basileia do Digimais ficou negativo em 4,62%, enquanto o mínimo exigido pelo Banco Central é de 10,5%. O indicador relaciona o capital da instituição financeira aos empréstimos concedidos e é usado para medir a alavancagem do banco. O Digimais não se manifestou quando procurado.
A carteira de crédito somava R$ 1,5 bilhão no período, enquanto os passivos totalizavam R$ 9,5 bilhões. Os ativos eram de R$ 9,85 bilhões, dos quais R$ 3,19 bilhões correspondiam a títulos e valores mobiliários. O patrimônio líquido estava em R$ 330,9 milhões.
O índice de imobilização chegou a 1.295,64%. Esse indicador também foi informado nos dados divulgados pelo Banco Central.
Negociação e investigação
Depois de anos de problemas, o banco buscava um comprador e chegou a fechar um acordo com o BTG Pactual, com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A venda foi considerada uma alternativa para evitar uma eventual liquidação do Digimais. Nesse cenário, os depósitos teriam de ser integralmente cobertos pelo FGC. Com a transferência para outra instituição financeira, a expectativa indicada é de que as perdas do fundo sejam menores, ainda que ele tenha de cobrir parte do passivo.
Em junho, o Digimais foi alvo da Operação Miragem, da Polícia Federal, que investiga possíveis irregularidades na instituição financeira ligada a Edir Macedo. A operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão contra diretores, conselheiros e empresas relacionadas à instituição fundada pelo líder da Igreja Universal do Reino de Deus.







