São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Pix supera marca anterior e movimenta R$ 186,89 bilhões em um dia

Sistema do Banco Central alcançou 318.073.816 operações em 4 de setembro de 2026, acima do recorde registrado em dezembro de 2025.

Pix supera marca anterior e movimenta R$ 186,89 bilhões em um dia

O Pix alcançou 318.073.816 transações liquidadas em 4 de setembro de 2026, novo recorde diário do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC). As operações movimentaram R$ 186,89 bilhões, segundo as estatísticas do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).

A marca anterior havia sido registrada em 5 de dezembro de 2025, com 313,3 milhões de transações em um único dia.

Uso no segundo trimestre

O Pix também liderou as modalidades de pagamento usadas no Brasil no segundo trimestre de 2026. Entre abril e junho, foram 22,93 bilhões de operações, que somaram R$ 10,499 trilhões. O cartão de crédito ficou em segundo lugar, com 6,049 bilhões de transações e R$ 815,57 bilhões movimentados no período.

Em julho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o sistema estava em expansão e se tornava um “importante catalisador de inclusão e concorrência”. O relatório também classificou o Pix como um meio de pagamento de baixo custo e ampla acessibilidade, associado ao avanço dos serviços digitais.

O Banco Central Europeu (BCE) demonstrou interesse em conectar sua plataforma de pagamentos instantâneos, o TIPS, ao Pix. Os estudos constam da apresentação pública “TIPS-CG Meeting Status update on cross-border payments in TIPS”, referente a uma reunião realizada em 10 de junho.

Críticas e defesa do sistema

O governo americano criticou o Pix e acusou o Banco Central de prejudicar empresas dos Estados Unidos, entre elas Visa e Mastercard. O argumento foi usado, entre outros, para justificar a imposição de tarifas comerciais ao Brasil.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) afirmou que o BC atua para prejudicar prestadores americanos de serviços de pagamento eletrônico e favorecer o Pix. A entidade citou como exemplos a oferta gratuita do sistema para pessoas físicas e os limites para tarifas cobradas de empresas por transações via Pix.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, contestou essa avaliação. Em entrevista realizada em 16 de julho, disse que o segmento de cartões cresceu após a entrada do Pix no mercado e comparou a crítica ao sistema a dizer que o saneamento básico prejudicou a receita do caminhão-pipa.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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