A caderneta de poupança registrou retirada líquida de R$ 10,5 bilhões em agosto, informou o Banco Central nesta quinta-feira (10). Os depósitos totalizaram R$ 357,7 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 368,2 bilhões. No período, as contas receberam R$ 6,5 bilhões em rendimentos.
Agosto foi o terceiro mês consecutivo com mais retiradas do que aplicações. No acumulado do ano, o saldo negativo chegou a R$ 57,1 bilhões. O volume total depositado na poupança está em pouco mais de R$ 1 trilhão.
A sequência de saques ocorre em um cenário de taxas de juros elevadas. A Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), está em 14% ao ano. Entre junho de 2025 e março deste ano, a taxa permaneceu em 15% ao ano, maior nível em quase 20 anos. Esse patamar estimula a busca por investimentos com desempenho superior ao da poupança, conforme as razões apontadas para os resgates.
O comportamento da aplicação também é influenciado pela inflação. Em julho, a queda nos preços dos alimentos contribuiu para a desaceleração da inflação oficial pelo quarto mês consecutivo. O índice ficou em 0,07%, e o IPCA acumulou 4,44% em 12 meses, retornando à margem de tolerância da meta, segundo o IBGE.
Nos anos anteriores, os saques líquidos foram de R$ 87,8 bilhões em 2023, R$ 15,5 bilhões em 2024 e R$ 85,6 bilhões no ano passado. A inflação de agosto será divulgada pelo IBGE na próxima sexta-feira (11).








