São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Dados do Banco Central divergem da nova projeção para estatais em 2026

Relatório do governo passou a estimar resultado positivo, enquanto o Banco Central registrou déficit acumulado no ano até julho.

Dados do Banco Central divergem da nova projeção para estatais em 2026

O Banco Central registrou déficit primário de R$ 7,580 bilhões para as empresas estatais em 2026 até julho, segundo as Estatísticas Fiscais divulgadas em 31 de agosto. Apenas em julho, o resultado negativo foi de R$ 1,112 bilhão. Os números seguem metodologia e escopo diferentes dos usados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), do Ministério da Gestão da Informação.

A diferença entre os cálculos é monitorada pelas equipes responsáveis, conforme o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do 4º bimestre, publicado nesta quinta-feira (24). No documento, o governo federal passou a projetar superávit primário de R$ 2,0 bilhões para as empresas estatais federais em 2026. É a primeira previsão positiva feita neste ano.

Como a estimativa mudou

A projeção considera a execução registrada até julho de 2026 e as estimativas das empresas para os meses restantes do exercício, seguindo a programação mensal do Programa de Dispêndios Globais (PDG) de 2026. No 3º bimestre, a previsão era de déficit de R$ 95,1 milhões. No 2º bimestre, o cálculo indicava resultado negativo de R$ 1,362 bilhão.

O valor de R$ 2,0 bilhões já desconta R$ 10 bilhões excluídos da meta das estatais em razão do plano de reestruturação dos Correios. Também não entram na meta R$ 5 bilhões relacionados a investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sem essas exclusões, o cálculo aponta déficit de R$ 11,079 bilhões, abaixo dos R$ 13,577 bilhões estimados no 3º bimestre.

A meta fixada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 permite déficit de R$ 6,7 bilhões para as estatais. Para os Correios, a previsão de déficit caiu de R$ 7,454 bilhões no relatório do 3º bimestre para R$ 6,789 bilhões. O plano de reestruturação da empresa foi aprovado pelo Conselho Administrativo da estatal em outubro de 2025.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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