São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Desaceleração setorial reduz estimativas da Fazenda para o PIB nos próximos anos

Boletim da Secretaria de Política Econômica aponta perda de ritmo no terceiro trimestre, mas mantém previsão média de 2,6% entre 2028 e 2030.

Desaceleração setorial reduz estimativas da Fazenda para o PIB nos próximos anos

A agropecuária e a indústria devem perder ritmo no terceiro trimestre de 2026, segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE). A projeção de crescimento interanual do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,8%, abaixo dos 2,0% estimados para o segundo trimestre. No setor agropecuário, a expansão projetada passa de 6,8% para 3,7%; na indústria, de 1,5% para 1,3%.

Na comparação com o trimestre anterior, e com ajuste sazonal, a SPE prevê avanço de 0,2% do PIB no terceiro trimestre. A agropecuária deve recuar 0,7%, enquanto a indústria tende a crescer 0,6% e os serviços, 0,4%.

Revisão nas projeções anuais

O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2,0% a estimativa de crescimento do PIB em 2026. Para 2027, a previsão caiu de 2,5% para 2,3%. Os dados estão no Boletim Macrofiscal de setembro, divulgado pela SPE nesta terça-feira, 22.

Mesmo após as revisões, as previsões oficiais permanecem acima das medianas do último relatório Focus, que apontavam crescimento de 1,88% em 2026 e de 1,43% em 2027. Para o período de 2028 a 2030, a expectativa média foi mantida em 2,6%, incorporando impactos graduais das reformas estruturais em curso.

Indicadores de atividade e demanda

A SPE informou que o mercado de trabalho continua sendo o principal apoio da demanda doméstica, com desocupação em patamar historicamente baixo e massa real de rendimentos ainda em expansão. As concessões de crédito para pessoas jurídicas também seguem em alta na comparação interanual.

Os indicadores disponíveis chegam a julho. Nesse intervalo, o crescimento da indústria no trimestre móvel caiu de 1,5% para 0,4%, e o dos serviços, de 1,7% para 1,2%. A SPE afirmou que o varejo ampliado manteve o ritmo e a construção reduziu a queda, mas o IBC-Br ficou estável em 1,5%. Em julho, houve recuperação parcial após um junho fraco, seguida de novo recuo do indicador.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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