São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Suarez lidera doações individuais para a eleição de 2026 com R$ 5,7 milhões

Prestação de contas parcial da Justiça Eleitoral registra R$ 374,9 milhões em doações de pessoas físicas a partidos e candidatos.

Suarez lidera doações individuais para a eleição de 2026 com R$ 5,7 milhões

O empresário baiano Carlos Seabra Suarez, conhecido como “Rei do Gás”, lidera o ranking de pessoas físicas que financiaram partidos e candidatos nas eleições de 2026. Ele destinou R$ 5,7 milhões diretamente aos diretórios nacionais de MDB, PP, PSD, PSDB, União Brasil e PSB.

Os dados estão na prestação de contas parcial divulgada pela Justiça Eleitoral nesta terça-feira (15). O levantamento contabiliza R$ 374,9 milhões em doações feitas por pessoas físicas a partidos e candidatos.

Suarez repassou R$ 1 milhão para cada uma das direções nacionais de MDB, PP, PSD, PSDB e União Brasil. O PSB recebeu R$ 700 mil. O empresário foi um dos sócios-fundadores da construtora OAS e, depois, fundou a Termogás e adquiriu participações em concessionárias estaduais de gás canalizado, entre elas Potigás, Cergás, Algás e Companhia Paranaense de Gás. Ele não respondeu ao pedido de comentário sobre as doações.

Na segunda colocação aparece Alexandre Grendene Bartelle, cofundador da Grendene, com R$ 3,6 milhões. O maior repasse foi de R$ 2,5 milhões para Luciano Zucco (PL), candidato ao governo do Rio Grande do Sul. O empresário também doou R$ 500 mil a Ciro Gomes (PSDB), candidato ao governo do Ceará, e R$ 500 mil a Cid Gomes (PSB), candidato ao Senado. Regina Becker Fortunati (PDT), candidata a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, recebeu R$ 100 mil.

Rubens Ometto, presidente do conselho de administração da Cosan e da Raízen, ocupa o terceiro lugar, com R$ 2,95 milhões. Entre os beneficiários estão João Junior (Democrata-MG), Carlos Zarattini (PT-SP) e Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), com R$ 200 mil cada. Ometto também destinou R$ 1 milhão ao MDB, R$ 300 mil ao PL do Tocantins e R$ 200 mil ao PP de Mato Grosso do Sul. Em nota, afirmou que as doações “são realizadas em caráter pessoal e seguem as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral e demais normas aplicáveis”.

Robert Carlos Lyra, presidente da Delta Sucroenergia, aparece em quarto, com R$ 2,6 milhões. Ele destinou R$ 1,5 milhão ao PP e R$ 500 mil à campanha de Flavio Roscoe (PL) ao governo de Minas Gerais. Também doou R$ 205 mil a Reginaldo Lopes (PT), R$ 200 mil a Nikolas Ferreira (PL) e R$ 50 mil a Betinho Pinto Coelho (União Brasil). Lyra não havia comentado as contribuições.

Pedro Grendene Bartelle, também cofundador da Grendene, é o quinto colocado, com R$ 2,45 milhões. Ele doou R$ 1 milhão à campanha de Elmano de Freitas (PT) ao governo do Ceará e outros R$ 1 milhão aos irmãos Ciro e Cid Gomes, com R$ 500 mil para cada um.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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