São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Pesquisa mostra distância entre expectativa e realidade da aposentadoria no Brasil

Levantamento indica que 59% dos trabalhadores gostariam de parar aos 60 anos, mas 32% avaliam que isso não será possível.

Pesquisa mostra distância entre expectativa e realidade da aposentadoria no Brasil

Mais da metade dos brasileiros que ainda trabalham gostaria de se aposentar aos 60 anos, mas uma parcela significativa acredita que terá de esperar mais. É o que mostra a 4ª edição da pesquisa “Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento”, encomendada pela Fenaprevi ao Datafolha.

Entre os entrevistados que continuam no mercado de trabalho, 59% disseram que gostariam de se aposentar aos 60 anos. No entanto, 32% afirmaram saber que não conseguirão atingir esse objetivo. Outros 11% acreditam que nunca conseguirão parar de trabalhar, enquanto 12% não pretendem pedir o benefício do INSS.

A pesquisa ouviu 1.908 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 16 de julho deste ano. Os organizadores afirmam que os resultados sobre o desejo de se aposentar ainda na faixa dos 50 anos são semelhantes aos das edições anteriores. Apenas 28% dos participantes acreditam que conseguirão parar de trabalhar nessa idade.

A reforma da Previdência de 2019 alterou as regras para a concessão do benefício e estabeleceu idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens que entraram no mercado de trabalho. Quem já contribuía antes da mudança pode se enquadrar em regras de transição.

A dependência do INSS também aparece entre os aposentados. Segundo a pesquisa, 92% dos que já deixaram o mercado de trabalho dependem da Previdência Social para se sustentar, que é a principal fonte de renda desse grupo.

Entre os trabalhadores que ainda contribuem, 65% não sabem quanto receberão ao se aposentar. Dos que afirmam ter uma estimativa, 53% acreditam que receberão, no máximo, um salário mínimo, atualmente de R$ 1.621.

A expectativa de redução da renda também influencia os planos para o futuro. Entre os que pretendem depender do INSS, 56% esperam ter de cortar gastos para se manter. Outros 25% acreditam que conseguirão preservar o modo de vida atual, enquanto 16% avaliam que não terão condições de se sustentar ou enfrentarão dificuldades por causa do valor do benefício.

A pesquisa identificou ainda preocupações relacionadas à saúde e à família. Sete em cada dez entrevistados têm medo de não conseguir pagar por atendimento médico no futuro, mas apenas 28% adotaram alguma medida preventiva para evitar ficar sem plano de saúde durante a aposentadoria. A morte de um familiar preocupa 70% dos participantes, e somente 22% disseram estar preparados para essa possibilidade. Doença grave foi citada por 63%.

Apenas 13% lembraram de seguros e da previdência privada como formas de proteção contra imprevistos. Poupar ou investir foi a principal estratégia mencionada, por 42%. Ao mesmo tempo, dois em cada dez disseram que problemas financeiros impedem que guardem dinheiro ou invistam. Apesar disso, 64% afirmaram ter intenção de contratar ou renovar pelo menos um seguro ou plano de previdência privada no próximo ano.

As regras de transição incluem modalidades por pontos, idade mínima e pedágio de 100%. Em 2026, a pontuação mínima será de 103 pontos para homens e 93 para mulheres. Para a regra de idade mínima, serão exigidos 64 anos e seis meses dos homens e 59 anos e seis meses das mulheres, além do tempo mínimo de contribuição de 35 anos e 30 anos, respectivamente.

A transição por pontos chegará, a partir de 2033, a 105 pontos para homens e 100 para mulheres. A idade mínima também avançará gradualmente até alcançar 65 anos para homens e 62 para mulheres a partir de 2031, conforme as regras apresentadas no levantamento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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