O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, autorizou a liberação de US$ 320 milhões em ajuda militar ao Egito após suspender uma restrição ligada a preocupações com direitos humanos. A medida foi assinada na quinta-feira (1), com base no argumento de “interesse na segurança nacional dos EUA”, informou o Departamento de Estado.
Em carta enviada a parlamentares, Rubio afirmou que a decisão considera a importância do Egito para a cooperação de segurança com Washington. O secretário também mencionou a atuação egípcia desde o início do conflito com o Irã neste ano e classificou como “papel útil” a participação do país na guerra.
Recursos e condicionantes
O valor integra o aporte anual de US$ 1,3 bilhão em assistência econômica e militar concedida pelos Estados Unidos ao Egito. O programa permite que os países beneficiários comprem armamentos produzidos por empresas americanas.
O Congresso dos EUA havia estabelecido condicionantes para parte da assistência por causa de preocupações com direitos humanos. Entre os problemas atribuídos ao histórico egípcio estão tortura, prisões arbitrárias, trabalho infantil e restrições à liberdade de expressão.
Prisões e tensão regional
A decisão foi anunciada no mesmo dia em que autoridades levaram seis jornalistas que formavam toda a equipe editorial de um jornal independente do Egito. Eles foram acusados de pertencer à Irmandade Islâmica e de produzir notícias online em troca de financiamento estrangeiro.
Abdelrahman Mansour, cofundador do Matsadaash, negou as acusações e disse que não se sabe onde os jornalistas estão.
Na noite de quinta-feira, a Comissão da União Africana pediu que Etiópia, Eritreia e Egito evitem ampliar as tensões regionais a ponto de ameaçar a paz e a estabilidade local. O alerta ocorreu após uma série de fechamentos recíprocos de embaixadas e canais diplomáticos entre os países vizinhos.
A comissão afirmou que os três países devem resolver suas diferenças por meio da diplomacia e do diálogo pacífico. O Egito também atua como um dos principais mediadores para encerrar o conflito com o Irã, que já dura mais de sete meses.








