São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

UniCredit se aproxima do controle do Commerzbank e recebe cobrança de Berlim

Ministro alemão pediu garantias sobre a permanência da sede, da listagem em bolsa e do financiamento a pequenas e médias empresas.

UniCredit se aproxima do controle do Commerzbank e recebe cobrança de Berlim

O ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, pediu garantias ao presidente-executivo da UniCredit sobre o futuro do Commerzbank. O encontro ocorreu esta segunda-feira, enquanto o banco italiano se prepara para concluir a aquisição do concorrente alemão.

Klingbeil afirmou que é de importância crucial para o governo alemão que o Commerzbank continue financiando a economia do país. O ministro também disse esperar que o banco permaneça listado em bolsa, mantenha a sede em Frankfurt e preserve sua atuação no financiamento de pequenas e médias empresas.

A UniCredit acumulou uma participação de quase 50 % no Commerzbank e está perto de obter o controle da instituição, apesar da resistência do governo alemão e do próprio banco. Um porta-voz do Ministério das Finanças afirmou que as duas instituições entraram em uma fase diferente e agora negociam a operação.

O governo alemão ainda mantém alguma influência por meio de uma participação de cerca de 12 % no Commerzbank e de representantes no conselho de supervisão. As duas posições são heranças do resgate público realizado durante a crise financeira. A influência, porém, deve diminuir diante do tamanho da participação da UniCredit.

Disputa pelo futuro do banco

A UniCredit começou a ampliar sua posição no capital do Commerzbank em 2024 com o objetivo de lançar uma oferta de aquisição. O banco alemão cortou milhares de postos de trabalho e elevou suas metas financeiras para tentar convencer os acionistas a apoiar a permanência independente.

A estratégia não impediu o avanço do banco italiano. Com a aproximação de uma participação de controle, a presidente-executiva do Commerzbank, Bettina Orlopp, pediu no final de julho conversações construtivas com a UniCredit.

O banco italiano afirma que pretende formar um grupo bancário europeu capaz de competir com os maiores concorrentes norte-americanos. Também defende que a fusão fortaleceria o setor bancário fragmentado da região. Apesar da oposição na Alemanha, alguns representantes em Bruxelas e no Banco Central Europeu demonstraram maior abertura à eventual aquisição.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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