A defesa de Henrique Moura Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que suspenda os efeitos da paralisação do processo em que foi decretada a prisão do empresário. Os advogados querem que o tribunal volte a analisar os pedidos apresentados no caso.
A suspensão ocorreu depois que Fachin determinou que fossem encaminhadas ao gabinete dele todas as investigações sobre as fraudes no Banco Master e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os procedimentos estavam sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Na petição, a defesa afirma que a decisão deixou indefinido qual ministro será responsável pela condução do processo. Segundo os advogados, essa situação interrompeu a análise das solicitações feitas no caso, entre elas um recurso que pede a revogação da prisão preventiva de Henrique Vorcaro. O pedido está parado há mais de 90 dias.
Prisão e investigação
Henrique Vorcaro foi preso em 14 de maio, durante uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre a fraude financeira no Banco Master. Ele é apontado como um dos beneficiários do filho, Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição.
De acordo com as informações apresentadas na investigação, Daniel Vorcaro chegou a depositar recursos na conta bancária do pai. A representação da Polícia Federal descreve Henrique como ocupante de uma posição de destaque na solicitação de serviços ilícitos e na operação financeira de pagamentos destinados à chamada “Turma”.
O grupo, conforme a representação policial, estaria voltado à prática de ameaças, intimidações e coerções. Também são citadas ações para levantar informações clandestinas, obter dados sigilosos e acessar indevidamente sistemas governamentais com o objetivo de favorecer o banco.
O pedido apresentado ao STF busca retirar o processo da suspensão para permitir a definição da relatoria e a análise do recurso que questiona a prisão preventiva.







