São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Justiça

Defesa de Zambelli tenta barrar extradição e rever penas no STF

Eduardo Maurício passou a atuar no caso e também contestará o segundo pedido brasileiro de extradição à Itália.

Defesa de Zambelli tenta barrar extradição e rever penas no STF

A defesa de Carla Zambelli passou a contar com o advogado brasileiro Eduardo Maurício, que atuará ao lado do italiano Pieremilio Sammarco. O novo defensor começou a trabalhar no caso na quinta-feira (17), com a missão de contestar as condenações impostas à ex-deputada e o pedido de extradição apresentado pelo Brasil à Itália.

Em nota, Maurício afirmou que adotará medidas processuais para tentar anular as duas condenações. Para a defesa, as decisões decorreram de “perseguição política” e foram tomadas em processos nos quais não teriam sido respeitados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a busca pela verdade dos fatos.

A estratégia também inclui questionamentos sobre a imparcialidade dos julgadores envolvidos nos processos, entre eles os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. O advogado declarou que pretende afastar o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil à Itália e afirmou que não haveria garantia de julgamento justo e imparcial caso Zambelli fosse entregue ao país. Maurício disse que essa entrega seria o mesmo que “condená-la à morte”.

Condenações e extradição

Em 2025, o Supremo Tribunal Federal condenou Zambelli a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça e pela emissão de um falso mandado de prisão contra Alexandre de Moraes.

A ex-deputada foi condenada também a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O episódio ocorreu no segundo turno das eleições de 2022, quando ela perseguiu, armada, o jornalista Luan Araújo pelas ruas da região dos Jardins, em São Paulo.

Zambelli está solta desde maio, depois de ter ficado presa na Itália durante o processo de extradição. Em março deste ano, a Justiça italiana havia autorizado o envio dela ao Brasil para responder às condenações do STF.

A extradição não foi concluída. A instância máxima do Judiciário italiano anulou, em duas ocasiões, as decisões que autorizavam o envio, o que levou à soltura da ex-deputada. O Brasil apresentou um novo pedido, mantendo aberto o processo para que ela seja enviada ao país e cumpra as penas determinadas pelo STF.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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