O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou André Mendonça de conduzir com viés político-eleitoral uma petição que reúne um relatório da Polícia Federal sobre conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.
A discussão ocorreu na sessão em que o plenário do STF decidirá se autoriza uma investigação sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. O relatório da PF foi produzido por determinação de Mendonça.
Durante a sessão, Gilmar afirmou que a escolha de 7 de setembro e outros elementos do caso teriam envolvido o tribunal em uma campanha eleitoral. “É evidente, até as pedras sabem: há um inequívoco viés político-eleitoral”, disse o ministro ao criticar a condução da petição PET 1662.
Mendonça interrompeu a fala e afirmou que o colega estava sendo leviano. Gilmar respondeu que Mendonça não tinha a palavra e deveria ouvi-lo com tranquilidade. Em seguida, reforçou a acusação e afirmou: “Pessoas decentes não fazem isso.”
O ministro André Mendonça também pediu que Gilmar não apontasse o dedo e respeitasse o tribunal. Gilmar respondeu que quem não se dá respeito não merece respeito.
A sessão, portanto, foi marcada por uma troca de acusações entre os dois ministros enquanto o plenário analisa se deve autorizar a investigação envolvendo Moraes. A petição citada por Gilmar contém o documento da Polícia Federal sobre os diálogos atribuídos a Vorcaro e ao ministro.







