São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Justiça

Gilmar Mendes interrompe julgamento sobre afastamento de dirigentes da PF

Pedido de vista suspendeu a análise, mas Fux e Nunes Marques já votaram para manter a decisão de André Mendonça.

O ministro Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento que analisa a decisão de André Mendonça de afastar preventivamente Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação. Antes da suspensão, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal havia formado maioria para confirmar a medida.

A sessão virtual extraordinária começou às 10h desta terça-feira 8. Gilmar solicitou acesso ao processo oito minutos depois do início dos trabalhos. Com isso, a análise da medida cautelar ficará parada até que o ministro devolva o caso para julgamento.

Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam os votos e acompanharam Mendonça, relator da análise. Também integram a Segunda Turma Dias Toffoli e o próprio Gilmar Mendes. O pedido de vista não revoga automaticamente a decisão individual de Mendonça, que determinou o afastamento imediato dos dois dirigentes.

Medidas determinadas por Mendonça

O ministro apontou possíveis irregularidades em relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre sua atuação, a do advogado-geral da União, Jorge Messias, e a de integrantes da própria instituição. Conforme Mendonça, pelo menos seis documentos foram elaborados entre 3 e 31 de agosto.

O relator disse ter sido alvo de monitoramento sistemático e considerou os documentos tecnicamente inadequados e potencialmente ilícitos. Ele ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal realize investigações criminais e administrativo-disciplinares para apurar quem solicitou os relatórios, quem participou da produção e se há outros documentos semelhantes.

A decisão também suspendeu a produção e o compartilhamento de documentos de inteligência voltados à análise de atos praticados, no exercício das funções, por integrantes do Judiciário, da Advocacia Pública e da polícia judiciária.

Para Mendonça, a permanência de Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa nos cargos poderia afetar as investigações, porque ambos têm acesso a sistemas, informações e estruturas da Polícia Federal.

O caso ocorre durante uma crise entre integrantes do Supremo Tribunal Federal. A disputa se intensificou depois que Alexandre de Moraes utilizou um relatório da Polícia Federal para pedir a investigação de Mendonça por suspeitas ligadas à condução dos casos Banco Master e INSS.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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