São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Justiça

AGU vai contestar afastamento de diretor-geral da Polícia Federal

Jorge Messias afirma que cabe exclusivamente à Presidência nomear ou exonerar o diretor-geral da PF.

AGU vai contestar afastamento de diretor-geral da Polícia Federal

A Advocacia-Geral da União (AGU) vai contestar a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A manifestação deverá ser apresentada nesta terça-feira 8.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, entende que a nomeação e a exoneração do chefe da PF são atribuições privativas da presidência da República. Essa é a base da contestação que será apresentada contra a decisão de Mendonça.

A determinação ocorreu em meio a uma crise entre integrantes do Supremo, a Polícia Federal e a AGU. No fim de julho, a corporação procurou a Advocacia-Geral para questionar a conduta do ministro em investigações sobre uma fraude no Banco Master e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A AGU decidiu não levar aquele questionamento adiante. A avaliação foi de que contestar decisões de um ministro da Suprema Corte poderia comprometer a lisura dos processos sob relatoria de Mendonça.

Rodrigues havia relatado a interlocutores que considerava “intervencionista” a postura do ministro, que, segundo ele, buscava acompanhar e interferir no trabalho da Polícia Federal. Aliados do diretor-geral afirmaram que ele tinha conhecimento da possibilidade de um contra-ataque e avaliava a medida como ilegal.

Crise no Supremo

Durante a cerimônia do Dia da Independência do Brasil, realizada na segunda-feira 7, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Rodrigues e Messias conversaram reservadamente por alguns instantes.

Interlocutores do Supremo avaliam que a decisão de Mendonça foi uma resposta ao pedido de Alexandre de Moraes para investigar o ministro por suspeita de abuso de autoridade e improbidade administrativa. O presidente da Corte, Edson Fachin, tenta reduzir as tensões por meio do diálogo com os demais ministros.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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