O advogado Marcelo Bessa, do escritório Ávila de Bessa, deixou a defesa de Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado. O caso é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A saída ocorreu depois que a equipe do ex-presidente desistiu de pedir a suspensão da condenação. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
Na manhã desta quarta-feira 24, Bessa apresentou a Kassio Nunes Marques um pedido para interromper os efeitos da sentença. Marques é o relator da revisão criminal apresentada pela defesa, ação que pretende levar ao plenário do STF a análise da condenação determinada pela Primeira Turma.
Bessa havia acertado com Bolsonaro que a solicitação seria feita. Depois, porém, outro advogado da equipe teria recomendado uma posição diferente, e o ex-presidente mudou de decisão. Horas mais tarde, a defesa protocolou um novo despacho para retirar o pedido.
Em comunicado, os advogados informaram que a condução do processo passará integralmente aos profissionais que já atuavam na defesa durante a ação penal. A equipe classificou a mudança como uma reavaliação da estratégia e disse que esses advogados deverão analisar quais medidas serão adotadas.
O escritório Ávila de Bessa afirmou que não continuará no caso. A desistência do pedido de suspensão foi apresentada como consequência da decisão de deixar a avaliação das próximas providências para os defensores que já participavam do processo.








