São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Justiça

PF deve entregar a Fachin material sobre menções a ministros no caso Master

Relatório deve reunir achados em celulares de Daniel Vorcaro, sem recomendar abertura ou arquivamento de investigação.

PF deve entregar a Fachin material sobre menções a ministros no caso Master

A Polícia Federal deve entregar ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um relatório com informações encontradas em aparelhos celulares de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A reunião é esperada para a próxima terça-feira 6.

O documento deve se limitar a registrar as descobertas da corporação que mencionam ministros do STF. A PF não pretende recomendar a abertura nem o arquivamento de um procedimento. A decisão sobre uma eventual investigação caberá à presidência do Supremo.

Interlocutores de Fachin defendem que a análise siga critérios técnicos. Desde o início de sua gestão, o ministro tenta aprovar um Código de Ética para estabelecer limites à atuação dos integrantes da Corte e evitar que interesses individuais afetem a instituição.

As referências a magistrados aparecem no processo desde a chegada do caso ao Supremo. Dias Toffoli, primeiro relator, foi alvo de um pedido de suspensão apresentado pela PF a Fachin. A solicitação citava suspeitas de que Toffoli seria beneficiário direto de pagamentos feitos por Vorcaro a um empreendimento ligado ao ministro.

Fachin abriu um procedimento com base em um relatório policial, mas depois se reuniu com os demais ministros e decidiu, em sessão fechada, arquivar a denúncia contra Toffoli. O ministro, porém, deixou a relatoria do caso.

Cerca de sete meses depois, surgiram revelações sobre Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux. As informações indicavam que Vorcaro também havia buscado aproximação com integrantes do Supremo.

Em depoimento ao gabinete de Mendonça, Vorcaro afirmou que precisou construir um “sistema para me proteger” diante de supostas retaliações. O empresário também declarou que as relações estabelecidas nesse contexto envolviam “pessoas relevantes”.

Atualmente, Fachin é o relator do caso Master, após avocar o processo. A mudança ocorreu depois de Moraes pedir a investigação de Mendonça por suposta intervenção indevida no trabalho da PF. A corporação apoiou a denúncia e pediu à Advocacia-Geral da União a abertura de uma ação no Supremo para apurar a conduta do ministro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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