São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Justiça

Protesto no Kosovo termina com gás e canhão de água diante do Parlamento

Manifestantes exigiam limitar a atuação do tribunal que condenou o ex-presidente Hashim Thaci por crimes de guerra.

Protesto no Kosovo termina com gás e canhão de água diante do Parlamento

A polícia do Kosovo usou gás lacrimogêneo, canhão de água e veículos blindados para dispersar manifestantes reunidos diante do Parlamento na noite de segunda-feira. O grupo protestava contra o encerramento da sessão legislativa sem a aprovação definitiva de um projeto que reduziria os poderes do tribunal de crimes de guerra do país.

Várias centenas de pessoas permaneceram diante do edifício durante grande parte do dia e prometeram manter o bloqueio até que a proposta fosse aprovada. Após o fim da sessão, no início da noite, os manifestantes avançaram contra as barreiras policiais na tentativa de impedir a saída dos deputados.

A polícia lançou gás sobre a multidão depois que alguns participantes atiraram petardos contra os agentes. Lixeiras foram incendiadas nas proximidades do Parlamento, e a polícia foi atingida por projéteis. A resposta incluiu o uso de canhão de água e veículos blindados. O confronto durou várias horas.

Condenação de ex-presidente motiva protestos

A mobilização também contestou a condenação, no mês passado, do ex-presidente Hashim Thaci por crimes cometidos durante a guerra de independência contra a Sérvia, na década de 1990. Thaci e outras três figuras de liderança da guerrilha foram consideradas criminalmente responsáveis por assassinatos, detenções ilegais, tortura e maus-tratos praticados por combatentes do Exército de Libertação do Kosovo.

Os quatro receberam penas consideradas pesadas e são vistos por muitos no país balcânico como heróis da luta pela independência. A sentença provocou indignação e outras manifestações no Kosovo.

O projeto foi aprovado em primeira leitura na segunda-feira, mas não se tornou lei. A proposta retiraria das Câmaras Especiais do Kosovo a competência para julgar crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante o conflito entre guerrilheiros albaneses étnicos e as forças armadas sérvias. O tribunal passaria a analisar apenas crimes cometidos em território kosovar no período imediatamente posterior à guerra.

As Câmaras Especiais são instituídas pela legislação do Kosovo, mas têm sede em Haia. Partidos de oposição e associações de veteranos de guerra contestam a instituição há anos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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