O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apura uma rede de perfis no Instagram suspeita de ampliar a circulação de conteúdo eleitoral sobre Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. A investigação foi solicitada pela coligação do presidente Lula (PT), que também citou o candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), e o deputado federal Mario Frias (PL-SP).
A ação acusa os envolvidos de uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. O processo afirma que os perfis usavam publicações em coautoria, conhecidas como collabs, para fazer o mesmo conteúdo aparecer simultaneamente aos seguidores de várias contas.
Dados apresentados ao tribunal
Segundo a campanha de Lula, a repetição desse mecanismo poderia produzir impulsionamento e disparos em massa sem contratação, identificação de responsável, registro contábil ou fiscalização. O levantamento inicial registrou 492 publicações colaborativas feitas por 324 perfis entre 15 de agosto e 7 de setembro. Do total de contas, 74 pertenciam oficialmente a candidatos ou campanhas.
Em uma atualização encaminhada ao TSE, os números passaram para 1.826 publicações e 492 perfis. Entre 8 e 17 de setembro, foram identificadas 1.334 postagens e 168 novos coautores. Somados, os perfis reuniam 147,3 milhões de seguidores com públicos coincidentes.
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva aceitou a ação e determinou seu prosseguimento, mas o TSE ainda não concluiu que houve irregularidade. Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias receberam prazo de cinco dias para apresentar defesa.
Em caso de descumprimento de ordens judiciais, Meta e Shopee poderão ser multadas em 50 mil reais por dia. Uma das determinações exige que a Shopee forneça, em até 48 horas, informações sobre a loja Bella Chic Store e esclareça se ela integra seu programa de afiliados.
O processo afirma ainda que 12 perfis, com mais de 10 milhões de seguidores, promoviam produtos de campanha vendidos pela loja.







