São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Acordo na Noruega mantém parque eólico e não cita malformações em renas

Decisão judicial sobre turbinas em Fosen tratou de direitos culturais sámi, enquanto estudos não associam os parques a danos à saúde.

Acordo na Noruega mantém parque eólico e não cita malformações em renas

Um acordo firmado em 6 de março de 2024 permite a permanência de 151 turbinas eólicas operadas pela Roan Vind na região costeira de Fosen. O entendimento foi estabelecido entre a comunidade sámi e o parque eólico e prevê mais pastagens de inverno para criadores de renas, eletricidade parcialmente gratuita e o direito de vetar futuras concessões de parques eólicos.

Publicações nas redes sociais passaram a afirmar que o Supremo Tribunal da Noruega havia ordenado a retirada das turbinas porque elas provocariam o nascimento de renas com malformações. A alegação mistura esse acordo com uma decisão judicial real, tomada em 2021.

Na ocasião, o tribunal considerou inválidas as licenças de exploração do parque. A justificativa foi que o projeto violava os direitos culturais do povo sámi, e não que houvesse problemas de saúde nos animais.

O que dizem os estudos sobre saúde

A narrativa sobre as renas também se relaciona a uma teoria mais ampla, segundo a qual turbinas eólicas causariam problemas de saúde por causa do infrassom e do ruído de baixa frequência, geralmente entre 35 e 45 dB. Entre os sintomas atribuídos a esses equipamentos estão tinnitus, dores de ouvido, vertigens, dores nas costas e envelhecimento acelerado.

Um conjunto de estudos científicos, porém, conclui que não há evidências de que morar perto de turbinas eólicas corretamente instaladas esteja associado a efeitos negativos à saúde. Um artigo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina afirma: “quando corretamente implantadas, as turbinas eólicas não estão associadas a efeitos negativos na saúde”.

Algumas pessoas que vivem perto desses equipamentos relatam dores de cabeça, estresse e distúrbios do sono. Pesquisadores associam esses sintomas a incômodo, estímulos visuais ou ao efeito nocebo, quando a expectativa de dano produz sintomas reais, e não ao ruído das turbinas.

Também não há relatos científicos de renas deformadas nascendo na Noruega ou em outros países por causa de turbinas eólicas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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