São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Agentes de IA com aparência feminina recebem 10% menos pelo mesmo trabalho

Estudo da University of Limerick aponta que gênero e aparência influenciam a confiança e a remuneração atribuídas a agentes de IA.

Agentes de IA com aparência feminina recebem 10% menos pelo mesmo trabalho

Agentes de inteligência artificial apresentados como mulheres receberam cerca de 10% menos do que agentes masculinos pelo mesmo trabalho em um experimento sobre interações no ambiente profissional. O estudo foi conduzido pela University of Limerick e avaliou como aparência e gênero influenciam a confiança e a remuneração atribuídas a esses sistemas.

Os pesquisadores colocaram 189 trabalhadores em um escritório de realidade virtual e pediram que realizassem tarefas com quatro assistentes de IA. O grupo incluía um chatbot baseado em texto, um robô de mesa e dois agentes com aparência humana: Johan, apresentado como homem, e Johanna, apresentada como mulher.

Todos os assistentes tinham as mesmas funções e utilizavam o mesmo modelo de inteligência artificial, o gpt-4-1106-preview, da OpenAI. Depois das tarefas, os participantes avaliaram o desempenho dos agentes e receberam dinheiro real para definir quanto pagariam pelo trabalho realizado.

Confiança e remuneração

Os participantes deram avaliações semelhantes a Johan e Johanna. Johan recebeu um nível de confiança ligeiramente maior, mas a diferença não foi considerada estatisticamente significativa. Ainda assim, homens e mulheres pagaram significativamente menos a Johanna: cerca de 10% abaixo do valor atribuído a Johan, apesar de os dois terem as mesmas capacidades.

Johan também foi considerado mais parecido com um ser humano do que Johanna. A diferença apareceu mesmo depois de a maioria dos participantes afirmar, em entrevistas, que não trataria de maneira distinta agentes apresentados como homens ou mulheres.

Os dois agentes de aparência humana receberam mais dinheiro do que o chatbot e o robô. As mulheres participantes avaliaram e recompensaram esses agentes mais do que os homens e também demonstraram maior confiança neles. De forma geral, Johan e Johanna foram considerados mais humanos e receberam mais crédito pelo trabalho do que os outros assistentes.

O estudo também identificou preferência por agentes de aparência claramente humana ou claramente não humana. O design de robô que ficava entre essas duas categorias foi menos aceito pelos participantes.

Os agentes de IA já são usados por quase 79% das empresas, segundo a consultoria de tecnologia Accelirate. A mesma fonte afirma que mais 40% das aplicações também recorrem a essa tecnologia. Para os participantes do estudo, os assistentes devem se integrar de forma discreta ao trabalho intelectual para serem úteis.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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