A União Europeia tinha 23,2 milhões de alunos no ensino primário em 2024, alta de 2,9% em relação a 2014. No mesmo período, o número médio de estudantes por professor caiu de 14,2 para 13,3, segundo dados do Eurostat.
As matrículas recuaram 0,2% na comparação com o ano anterior, o equivalente a menos 35.153 alunos. Na década, porém, houve aumento de 659.086 estudantes. Quinze Estados-membros registraram crescimento, enquanto onze tiveram redução.
Luxemburgo teve a maior alta no período, de 21,4%, seguido da Eslovênia, com 18,2%. As maiores quedas ocorreram na Polônia, de 25,7%, na Croácia, de 10,3%, e em Portugal, de 10,0%.
Alunos e professores
A França concentrava o maior número de alunos do ensino primário, com 4,1 milhões, à frente de Alemanha, com 3,3 milhões, Espanha, com 2,8 milhões, e Itália, com 2,6 milhões. Malta tinha 27.537 estudantes; Luxemburgo, 43.020; e Chipre, 60.596.
A redução do número de alunos por professor ocorreu em 23 dos 27 países entre 2014 e 2024. O indicador da Bulgária passou de 17,8 para 10,4, enquanto o da Eslovênia caiu de 15,9 para 10,8. Na Áustria, permaneceu em 12,0. A Lituânia registrou a principal alta, de 10,2 para 13,7.
Grécia, com 7,4 alunos por professor, e Luxemburgo, com 8,2, eram os únicos países abaixo de 10. Os maiores índices estavam na Romênia, com 18,2, na Chéquia e na França, ambas com 17,9, nos Países Baixos, com 16,3, e na Alemanha, com 15,2.
A União Europeia tinha cerca de 1,9 milhões de professores do ensino primário. A Alemanha liderava, com 284.000 docentes, seguida por Itália, com 251.000, Espanha, com 248.000, e França, com 242.000. No caso francês, os dados não incluíam o setor privado independente.
Perfil dos docentes e escolas
As mulheres representavam 85,6% dos professores do ensino primário, contra 14,4% de homens. Na Lituânia, a participação masculina era de 3,9%, enquanto a Dinamarca tinha a maior proporção de homens, com 32,8%.
Por faixa etária, 42,1% dos docentes tinham entre 35 e 49 anos, 38,1% tinham mais de 50 e 19,7% tinham menos de 35. Itália, com 58,2%, e Lituânia, com 57,3%, tinham os grupos de professores mais envelhecidos.
Em média, 83,6% dos alunos estudavam em escolas públicas. Nos Países Baixos e na Bélgica, a maioria frequentava instituições privadas: 74,4% e 54,0%, respectivamente. Na Espanha, 27,8% dos alunos estavam em escolas privadas com financiamento público. Chipre, com 14,1%, e Malta, com 14,0%, tinham as maiores proporções no setor privado sem financiamento público majoritário.







