São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Banco do Japão eleva juros a 1,25%, maior nível em 31 anos

A decisão busca conter a inflação e apoiar o iene após a alta dos preços do petróleo e a pressão dos Estados Unidos.

Banco do Japão eleva juros a 1,25%, maior nível em 31 anos

O Banco do Japão elevou na sexta-feira a taxa de juro de referência de 1,0% para 1,25%, o maior nível em 31 anos. A decisão foi tomada ao fim de uma reunião de dois dias do conselho de política monetária e já era esperada pelos mercados internacionais.

A medida faz parte do processo de normalização da política monetária japonesa, depois de décadas com os juros próximos de zero ou abaixo desse patamar. A estratégia anterior buscava estimular o crédito e o consumo, combater a deflação e retirar a economia da estagnação.

Inflação e pressão sobre o iene

As pressões inflacionárias aumentaram com a alta dos preços do petróleo nos últimos meses, atribuída à guerra no Irão. O Japão importa praticamente todo o petróleo que consome, o que amplia o impacto da elevação dos combustíveis e de outros produtos relacionados ao petróleo sobre os consumidores.

O Banco do Japão estabeleceu uma meta de inflação de cerca de 2 %. A taxa atual está próxima desse nível, embora alguns consumidores considerem excessivo o aumento recente dos preços.

A decisão ocorreu depois de a Reserva Federal dos Estados Unidos elevar, na quarta-feira, a taxa de referência pela primeira vez desde 2023. O objetivo da autoridade norte-americana também foi conter uma inflação persistentemente elevada.

Os Estados Unidos pressionaram o Japão a aumentar os juros por causa da desvalorização do iene. Os dois países intervieram recentemente em conjunto para apoiar a moeda japonesa. O dólar norte-americano era negociado em torno de 155 ienes, após superar 160 ienes no início do ano.

Analistas admitem que o Banco do Japão possa elevar novamente os juros ainda este ano ou no início do próximo. Após o anúncio, o Nikkei 225, principal índice da bolsa de Tóquio, avançou.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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