São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Gelo da Groenlândia e da Antártida perde ritmo estável e eleva nível do mar

Estudo baseado em observações de satélite calcula perda de 12,5 trilhões de toneladas de gelo desde 1979.

Gelo da Groenlândia e da Antártida perde ritmo estável e eleva nível do mar

A Groenlândia e a Antártida perderam 12,5 trilhões de toneladas de gelo desde 1979, contribuindo para uma elevação de cerca de 3,2 centímetros no nível médio global do mar. O resultado aparece em um estudo que reúne observações de satélite de mais de quatro décadas.

Os mantos de gelo permaneceram relativamente estáveis durante as décadas de 1970, 1980 e o início da década de 1990. Depois, a perda aumentou, com aceleração mais acentuada na década de 2010. Os pesquisadores identificaram uma intensificação do derretimento principalmente a partir da década de 1990.

O registro analisado começa em 1979 para a Antártida e em 1972 para a Groenlândia. De acordo com os pesquisadores, a maior parte da perda está relacionada ao aumento da quantidade de gelo lançada no oceano, processo associado a temperaturas mais altas da água do mar.

Oceanos mais quentes

Cerca de 84 por cento da perda de gelo está ligada ao descarregamento de gelo nos oceanos. Os processos na superfície respondem pelos 16 por cento restantes. A água mais quente consegue erodir a base e as margens das geleiras, favorecendo o deslocamento do gelo em direção ao mar.

Na Groenlândia, a geleira Jakobshavn recua até 50 metros por dia, segundo Inès Otosaka, cientista especializada em gelo da Universidade de Northumbria. Para ela, há uma tendência de os mantos de gelo perderem mais massa a cada década, em associação com o aumento das temperaturas do ar e do oceano.

A perda de gelo contribuiu com cerca de 3,2 centímetros para a elevação global do nível do mar desde 1979. Os pesquisadores estimam que, para cada centímetro de aumento, entre dois e três milhões de pessoas a mais possam enfrentar inundações costeiras anuais.

A perda diminuiu entre 2020 e 2023, mas os cientistas relacionam essa variação a padrões meteorológicos de curto prazo, sem considerá-la uma mudança na tendência de longo prazo. O estudo também afirma que a resposta dos mantos de gelo às mudanças climáticas pode levar décadas. A pesquisa foi publicada na revista Scientific Data.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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