São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Biomateriais podem viabilizar estruturas impressas em 3D em Marte

Pesquisadores de Hong Kong combinaram rególito, gelatina e levedura para desenvolver um material destinado a habitats marcianos.

Biomateriais podem viabilizar estruturas impressas em 3D em Marte

Pesquisadores da Hong Kong University of Science and Technology (HKUST) desenvolveram uma combinação de rególito marciano, gelatina e levedura para a impressão 3D de estruturas habitacionais em Marte. O estudo foi liderado pelo engenheiro civil Jishen Qiu e publicado na revista Chem Circularity.

O rególito é a camada superficial do planeta, formada por poeira fina, areia, calhaus e fragmentos de rocha. Na proposta da HKUST, esse material disponível no próprio local serviria de base para dar volume e massa às construções.

A fórmula também usa uma levedura modificada com proteínas adesivas inspiradas no mecanismo usado pelos mexilhões para se prenderem às rochas. A gelatina funciona como ligante e como nutriente para a levedura.

Como o material é produzido

Os pesquisadores aproveitaram as condições ambientais de Marte no processo de fabricação. A combinação de baixas temperaturas e pressão atmosférica reduzida favorece a sublimação do gelo em vapor. Com isso, forma-se uma espuma sólida e leve, sem a necessidade de fundir os minerais.

Ensaios realizados em ambientes simulados indicaram que o material tem resistência à compressão comparável à do concreto leve. Segundo a HKUST, essa característica permitiria construir estruturas de vários pisos que poderiam ser recicladas integralmente.

A proposta ainda depende de respostas sobre a sobrevivência dos microrganismos no ambiente marciano e sobre a quantidade de recursos que precisaria ser enviada da Terra. Essas questões estão entre os principais pontos em aberto sobre a sustentabilidade do modelo.

O uso de levedura em materiais para construção também foi explorado pela Chalmers University of Technology, na Suécia. A equipe desenvolveu um hidrogel feito de levedura e celulose para produzir componentes arquitetônicos biodegradáveis. A abordagem relaciona o reaproveitamento de resíduos da indústria alimentícia à criação de materiais para a Terra e para missões espaciais.

A Nasa, por sua vez, destinou cerca de 57,2 milhões de dólares ao Projeto Olympus, voltado à construção de infraestruturas permanentes na Lua e em Marte. Entre os projetos está o Mars Dune Alpha, uma estrutura de 150 metros quadrados impressa em 3D em Houston. O módulo foi usado em missões análogas Chapea para testar a vida humana em Marte.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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