BULGÁRIA — O primeiro-ministro Rumen Radev condenou o ataque de drones contra dois navios comerciais no mar Negro. Um dos navios afundou, e a tripulação continua desaparecida. Helicópteros e um avião militar participam das buscas por sobreviventes.
Radev afirmou que os drones marítimos e aéreos atingiram as embarcações por volta das 3h locais, a 70 milhas náuticas a leste de Byala. O primeiro-ministro não informou quem teria realizado o ataque. Segundo ele, a ação ocorreu na zona econômica exclusiva da Bulgária.
“Um ataque deste tipo na zona económica exclusiva búlgara é absolutamente inaceitável”, disse Radev nesta terça-feira, no início de uma reunião de emergência. Ele classificou o episódio como uma violação flagrante do direito marítimo.
O primeiro-ministro afirmou que ataques desse tipo prejudicam a navegação no mar Negro e elevam os custos dos seguros. Também disse que, enquanto a guerra na Ucrânia continuar, os riscos poderão aumentar, inclusive com a possibilidade de um conflito global.
Buscas e segurança
A prioridade do Estado, segundo Radev, é proteger vidas, independentemente de quem navegue na zona econômica exclusiva búlgara. A reunião de emergência reuniu os ministérios da Defesa, da Administração Interna, dos Transportes e do Ambiente, além da Presidência e dos serviços de segurança.
Radev também mencionou o cargueiro Emil, atacado por drones russos em agosto e que agora deriva em direção às águas da Bulgária. Moscou justificou o ataque com a alegação de que o navio transportava material militar.
“Não permitiremos de forma alguma que a costa búlgara seja ameaçada”, afirmou o primeiro-ministro.
O ataque ocorreu um dia depois de um navio de carga de propriedade turca, que transportava cereais no mar Negro, ser atingido por pelo menos um drone. A embarcação pegou fogo e afundou ao largo da Romênia.







