São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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COP31 terá foco em eletrificação e compromissos climáticos voluntários

Cúpula em Antalya discutirá energia limpa, combustíveis fósseis, financiamento climático e a sede da COP33.

COP31 terá foco em eletrificação e compromissos climáticos voluntários

A COP31 começa em 9 de novembro, em Antalya, na Türkiye, com a participação de 197 países. A cúpula climática da ONU ocorrerá em meio a temperaturas globais recorde, danos climáticos crescentes e pressão para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Embora a Türkiye seja o país anfitrião, as negociações serão conduzidas pela Austrália. O arranjo foi definido depois que os dois países disputaram a organização da conferência. As negociações formais devem ter poucos temas de grande impacto, enquanto compromissos climáticos voluntários estarão no centro da programação.

Eletrificação e combustíveis fósseis

Türkiye e Austrália querem estimular a substituição de tecnologias que queimam diretamente combustíveis fósseis, como automóveis a diesel e sistemas de aquecimento a gás, por alternativas elétricas. A principal iniciativa apresentada para Antalya propõe elevar a participação da eletricidade no atendimento à demanda final de energia dos cerca de 20% atuais para 35% em 2035.

Os anfitriões afirmam que a eletrificação pode reduzir emissões e a dependência de importações de combustíveis fósseis. Especialistas, porém, alertam que a medida precisa avançar junto com a produção de energia limpa. Cerca de um terço da eletricidade mundial ainda é gerado a partir do carvão, e a proposta não define como seria produzida a energia adicional.

Metas globais para a eliminação progressiva do carvão, do petróleo e do gás não estão formalmente na agenda da COP31. O Brasil deverá apresentar um roteiro voluntário para orientar essa transição. Ao mesmo tempo, cerca de 60 países que defendem medidas mais rápidas organizaram uma conferência paralela fora do processo das Nações Unidas.

Agenda voluntária e financiamento

Türkiye também lidera iniciativas sobre inteligência artificial, redução das emissões de metano e de resíduos e desenvolvimento de cidades resilientes ao clima. Esses compromissos não vinculativos devem integrar uma agenda de ação paralela às negociações oficiais, nas quais as decisões são tomadas por consenso.

O financiamento climático será outro ponto de tensão. As cheias no Nepal associadas às mudanças climáticas reacenderam o apelo de Catmandu por apoio e a cobrança para que países historicamente responsáveis por grandes emissões contribuam mais. Os recursos são reivindicados para a transição para energias renováveis, a adaptação aos impactos climáticos e a recuperação de catástrofes.

O futuro presidente da COP31, Murat Kurum, afirmou que reduzir a distância no financiamento climático será uma prioridade em Antalya. A Türkiye busca se apresentar como uma ponte entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Disputa pela COP33

A COP33, prevista para 2028, deverá realizar uma avaliação dos avanços na ação climática. O exercício ocorre de cinco em cinco anos e verifica o cumprimento das metas do Acordo de Paris.

A conferência ainda não tem país anfitrião depois que a Índia retirou sua candidatura. A China avalia apresentar uma proposta, enquanto a possibilidade de uma COP em Pequim deve ser debatida em Antalya. A decisão não precisa ser tomada este ano.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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