A União Europeia prepara uma carteira digital para reunir documentos e dados pessoais em um ambiente controlado pelos próprios cidadãos e empresas. A ferramenta deverá funcionar entre os países do bloco, mesmo sendo oferecida em versões criadas nacionalmente.
A Carteira de Identidade Digital da UE, também chamada EUDI Wallet, permitirá armazenar e compartilhar arquivos como diplomas, históricos de aluguel, carteiras de motorista e receitas médicas. O sistema também dará acesso a serviços públicos e privados, incluindo a seguridade social e pedidos de empréstimos bancários. A assinatura digital de documentos será outra função disponível.
Controle sobre os dados
A plataforma terá um recurso de divulgação seletiva. Com ele, os usuários poderão escolher quais informações pessoais compartilhar ao acessar determinado serviço. Os documentos guardados e as transações realizadas pela carteira permanecerão privados, conforme a descrição do projeto.
A proposta busca reunir em um único espaço dados que hoje podem estar distribuídos entre sistemas digitais nacionais e aplicativos privados, como Apple e Google Wallet. Entre os usos já existentes estão o armazenamento de cartões de embarque e o acesso a benefícios de seguridade social.
Testes e implementação
Dois projetos-piloto de grande escala testam atualmente a carteira antes de sua adoção em nível nacional. As iniciativas reúnem autoridades públicas, empresas privadas e fornecedores de tecnologia para desenvolver, implementar e tornar o sistema operacional e seguro.
Os Estados-membros não terão uma única aplicação obrigatória para toda a União Europeia. Cada país criará sua própria versão, mas todas deverão seguir os mesmos padrões técnicos para permitir o uso em qualquer ponto do bloco. As carteiras deverão estar disponíveis para download em dispositivos móveis pessoais até o final de 2026.







