São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Presidente de Ceuta pede ação da UE contra pressão de Marrocos

Juan Jesús Vivas afirma que a cidade enfrenta uma política de assédio e solicita apoio europeu para fronteiras e migração.

Presidente de Ceuta pede ação da UE contra pressão de Marrocos

O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, pediu à União Europeia uma postura mais firme em relação a Marrocos e apoio financeiro para reforçar a segurança fronteiriça. O apelo ocorre depois de cerca de 80.000 migrantes terem entrado no território espanhol a 30 de julho. Vivas afirmou que a cidade está à beira do colapso.

Em reunião realizada na terça-feira, em Bruxelas, com três comissários europeus e vários eurodeputados, o presidente solicitou ajuda para devolver migrantes em situação irregular e normalizar a situação em Ceuta. Permanecem na cidade milhares de nacionais de países terceiros, incluindo menores não acompanhados.

Vivas acusou Rabat de manter uma política de assédio contra Ceuta e criticou o governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, por não ter respondido adequadamente antes, durante e depois do episódio de julho, que deixou mais de 150 mortos no mar.

Divergência com o governo espanhol

A Espanha não responsabilizou Marrocos pelo incidente, embora o tenha descrito como uma violação da sua integridade territorial. Madrid atribuiu a entrada em massa principalmente a falsas mensagens nas redes sociais e às redes de tráfico de seres humanos. O governo espanhol continua a classificar Rabat como parceiro fiável no combate à migração irregular, posição também adotada pela Comissão Europeia.

“O governo deve explicar porque recusa responsabilizar Marrocos”, afirmou Vivas ao ser questionado sobre um relatório policial confidencial que indicaria participação das forças marroquinas na crise.

O presidente de Ceuta não pediu a suspensão dos fundos europeus para Marrocos, medida defendida nos últimos dias pelo partido espanhol Vox. A União Europeia financia a estratégia marroquina de gestão das migrações com 160 milhões de euros até 2027.

Nas conversas com os comissários Andrius Kubilius, Magnus Brunner e Dubravka Šuica, Vivas também pediu recursos para construir infraestruturas fronteiriças e administrar a crise humanitária após a chegada dos migrantes. Segundo ele, os comissários manifestaram apoio a Ceuta, mas a Comissão Europeia não assumiu compromissos concretos.

Uma missão técnica da Comissão será enviada esta semana a Ceuta para avaliar a situação. Vivas defendeu ainda um estatuto especial para a cidade na União Europeia, regras migratórias adaptadas e uma presença permanente da Agência da União Europeia para o Asilo e da Frontex.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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