O comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, afirmou que a Palantir Technologies é uma grande empresa e defendeu o desenvolvimento de inteligência artificial para aplicações militares e de segurança. Para ele, a tecnologia já ocupa um papel central nas doutrinas de defesa modernas.
Kubilius disse que sistemas de IA voltados à inteligência de segurança e à gestão de dados são fundamentais. Também afirmou que a tecnologia está se tornando o novo padrão na definição de estratégias de defesa e que a Europa precisa desenvolver capacidades próprias.
A Palantir é alvo de críticas de organizações de direitos humanos e governos europeus por sua utilização em operações militares, vigilância em massa e controle da imigração. Apesar disso, os presidentes da Polônia e da Lituânia, Karol Nawrocki e Gitanas Nausėda, reuniram-se em Nova Iorque com o presidente executivo da empresa, Alex Karp.
Comunicados oficiais dos dois governos indicaram interesse em ampliar a integração com a Palantir, especialmente em defesa e em operações com a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Kubilius afirmou não saber o que foi discutido ou acordado entre os líderes e Karp.
Acordo sobre a Groenlândia
Após dez meses de negociações, os governos da Dinamarca, dos Estados Unidos e da Groenlândia assinaram, em Nova Iorque, um acordo sobre a ilha. Donald Trump afirmou que o documento lhe confere controle permanente sobre o território e prevê a reabertura de mais duas bases militares americanas.
Kubilius disse que o governo dinamarquês considera o acordo um sucesso porque ele elimina uma linguagem usada por autoridades americanas e considerada inaceitável pelos europeus. Segundo o comissário, ficaram resolvidas as declarações de que a Groenlândia deveria pertencer aos Estados Unidos por razões de segurança.
Sanções contra a Rússia
Kubilius também defendeu mudanças na aprovação das sanções da União Europeia contra a Rússia. A discussão ocorreu depois que a França pressionou para retirar uma pessoa do pacote mais recente, enquanto a Letônia e outros países bálticos se opuseram à retirada de duas pessoas da lista.
Para o comissário, os Estados-membros deveriam ter menos influência na decisão final. Ele apoiou a proposta do governo alemão de substituir a unanimidade pela maioria qualificada na aprovação das medidas, com o objetivo de acelerar as decisões de política externa e de segurança do bloco.







