São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Escadas e arenito revelam como Petra ganhou seus monumentos

Técnicas de construção, novas descobertas e o caminho até o Tesouro ajudam a explicar a formação da cidade na atual Jordânia.

Escadas e arenito revelam como Petra ganhou seus monumentos
Foto: AXP Photography/Pexels

A construção de Petra avançou de baixo para cima. Para trabalhar nas faces do arenito, os artesãos nabateus erguiam escadas largas e criavam uma base firme antes de esculpir a rocha. Alguns degraus chegavam a 6 metros, dispensando que os trabalhadores ficassem suspensos por cordas.

Fundada por volta de 312 a.C., a cidade foi talhada diretamente nas montanhas da atual Jordânia. O povo nabateu, formado por árabes nômades, desenvolveu uma arquitetura que combinava referências greco-romanas e orientais. Túmulos reais, templos, ruas com colunas e obeliscos foram moldados no próprio rochedo.

O Monastério e novas descobertas

O Ad-Deir, conhecido também como Monastério, é acessível por uma escadaria de 843 degraus. Pesquisas arqueológicas com scanners 3D indicaram que a entrada podia ter uma escada dividida em dois caminhos e uma estrutura de seis colunas no terreno. A hipótese é que o local tivesse função ritual e fosse um centro de veneração.

Petra se tornou um ponto de passagem das rotas que ligavam China e Índia a Grécia e Roma. Seda, incenso e especiarias circulavam por esses caminhos. A cidade também recebeu os nomes de “cidade rosa” e “cidade perdida”; Petra significa “pedra” em grego.

O caminho até o Tesouro

O Tesouro, ou Al-Khazneh, aparece depois do percurso pelo Siq, um cânion estreito com 1,5 km de extensão e paredões de 80 metros de altura. O monumento tem 40 metros de altura e foi concebido originalmente como túmulo de um rei nabateu. Acredita-se que artesãos de Alexandria tenham participado da obra.

Embora tenha despertado o interesse romano, Petra sucumbiu por volta de 130 d.C., durante o governo do imperador Adriano. Terremotos, por volta do século V, contribuíram para o abandono da cidade. Ela permaneceu conhecida apenas pelos beduínos até ser redescoberta em 1812 pelo explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt.

A área conhecida de Petra representa cerca de 1% dos seus 264 quilômetros quadrados. A cidade é reconhecida como Patrimônio da Unesco e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Em sua paisagem, 95% das curvas são formações naturais. As rochas mudam de tons pálidos pela manhã para rosa e vermelho ao meio-dia, conforme a incidência da luz solar.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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