São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Como o dinheiro, o desejo e a ambição se cruzam em O Cortiço

Romance de Aluísio Azevedo acompanha conflitos entre moradores e as transformações de um conjunto de habitações no século 19.

Como o dinheiro, o desejo e a ambição se cruzam em O Cortiço
Foto: Shiko/Mundo Estranho

Publicado em 1890, O Cortiço, de Aluísio Azevedo (1857-1913), reúne histórias de moradores cujas escolhas são atravessadas por dinheiro, desejo, violência e busca por ascensão social. O romance naturalista retrata o cotidiano de um conjunto de moradias e as relações da sociedade carioca do século 19.

Poder e enriquecimento

João Romão constrói sua riqueza depois de herdar a taverna onde trabalhou por 12 anos. Em seguida, compra, em um leilão, as terras atrás do estabelecimento e ergue três casas, dando início ao cortiço. Ele também é dono de uma pedreira situada atrás das moradias.

Bertoleza contribui para a expansão dos negócios. Para comprar a liberdade, ela havia reunido 20 mil réis, mas João Romão lhe entrega uma falsa carta de alforria e usa o dinheiro para ampliar a venda. Ela trabalha da manhã até a noite na loja e na casa que divide com ele. Mais tarde, quando pretende subir socialmente, Romão se livra da companheira para tentar se casar com Zulmirinha.

No sobrado ao lado da venda vive Miranda, rival de Romão. Aos poucos, o cortiço cerca sua propriedade. Miranda se casa com Dona Estela por causa do dote e não tem certeza de ser o pai de Zulmirinha. A prosperidade de Romão e sua relação com Bertoleza despertam a inveja do negociante.

Desejo e ruptura

Jerônimo mora com Piedade no quartinho 35 e é respeitado por sua força e por seu caráter. Depois de ver Rita Baiana dançar, apaixona-se por ela, passa a beber pinga, gasta além do que pode e abandona a mulher e a filha.

Rita, que vive no número 9, mantém um relacionamento com o capoeirista Firmo. O envolvimento com Jerônimo provoca um confronto: Firmo fere o português com uma navalha. Recuperado, Jerônimo mata o rival em uma emboscada.

Famílias e tragédias

Dona Isabel mora na casa 15 e dedica seus esforços à educação de Pombinha. A viúva espera que o casamento da filha com João da Costa, um jovem do comércio, permita recuperar sua antiga posição social. Pombinha só sobe ao altar depois da primeira menstruação, que demora a acontecer. A união termina quando ela trai o marido, é expulsa de casa e se torna prostituta.

No número 12, Marciana se dedica obsessivamente à limpeza. A situação muda quando Florinda, sua filha de apenas 15 anos, engravida de um funcionário da venda de João Romão. Como ele não assume a criança, Florinda foge depois de apanhar da mãe. Marciana acaba expulsa do cortiço.

O incêndio

Paula, conhecida como Bruxa, é descrita como uma mulher capaz de curar problemas de pele e febres com rezas e bênçãos. Ela também deseja incendiar o cortiço e consegue fazer isso na segunda tentativa. João Romão precisa reconstruir o espaço, que passa a ter uma aparência grandiosa e aristocrática.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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