São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Diáspora ucraniana articula reconstrução e preservação cultural em Lisboa

Mais de 100 ucranianas de 23 países discutiram como a comunidade no exterior pode contribuir para o futuro da Ucrânia.

Diáspora ucraniana articula reconstrução e preservação cultural em Lisboa

Mais de 100 ucranianas de 23 países se reuniram em Lisboa para discutir a reconstrução da Ucrânia, a preservação da identidade nacional e o combate à desinformação. As participantes integram organizações que apoiam o país desde o início da invasão russa.

A diáspora ucraniana reúne comunidades formadas antes da guerra. Nos Estados Unidos, a União Nacional das Mulheres Ucranianas foi fundada há mais de 100 anos. A guerra, porém, ampliou esse movimento: estima-se que entre 20 milhões e 25 milhões de ucranianos vivam fora do país, mais de quatro anos depois do início do conflito contra a Rússia.

Entre as pessoas que deixaram a Ucrânia desde 2022, há muitas mulheres e crianças. Essa nova diáspora também é formada por profissionais qualificados. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 76% das mulheres que fugiram do país têm diploma de ensino superior. Muitas já ocupavam cargos qualificados e tinham carreira na Ucrânia.

Experiência no exterior

Para Mariana Yevsyukova, vice-presidente da Federação Mundial de Organizações de Mulheres Ucranianas, a contribuição para a reconstrução não depende necessariamente do retorno ao país. As pessoas que permanecerem no exterior podem usar seus conhecimentos, competências e redes de contato para aproximar a Ucrânia de empresas, instituições, governos e autoridades locais dos países onde vivem.

“É dessa experiência inestimável que precisamos hoje para melhorar nosso país e fazê-lo avançar”, afirmou Yevsyukova.

A experiência adquirida no exterior também pode ser aplicada no acompanhamento de projetos e na transmissão de práticas profissionais conhecidas em países europeus. As integrantes da diáspora podem atuar como interlocutoras junto a governos, autoridades locais, meios de comunicação e empresas.

Identidade e vínculo

As organizações reunidas em Lisboa também discutiram como preservar a identidade ucraniana das crianças que crescem fora do país. A proposta inclui escolas ucranianas no exterior, ensino do idioma e transmissão da cultura e das tradições.

O objetivo, segundo essas organizações, não é impedir a integração das crianças nos países de acolhimento, mas permitir que elas mantenham o vínculo com a Ucrânia. A reconstrução, nesse entendimento, depende não apenas de estradas, escolas e moradias, mas também da preservação do capital humano.

Desde a conferência sobre a reconstrução da Ucrânia realizada em Roma, organizações da diáspora trabalham juntas na Aliança das Diásporas para a Reconstrução da Ucrânia. A iniciativa busca manter os vínculos dos ucranianos que vivem no exterior e sua participação no futuro do país.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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