São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Egito e Arábia Saudita defendem navegação segura no Mar Vermelho

Mohammed bin Salman e Abdel Fattah al-Sissi discutiram a proteção dos estreitos de Bab el-Mandeb e Ormuz diante dos ataques houthis.

Egito e Arábia Saudita defendem navegação segura no Mar Vermelho

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, defenderam nesta terça-feira (15) a liberdade e a segurança da navegação no Mar Vermelho. A declaração ocorre após ataques dos houthis, movimento pró-Irã do Iêmen, e a promessa saudita de responder com “responsabilidade e firmeza”.

Segundo o Cairo, os dois líderes destacaram a importância de proteger a navegação nos estreitos de Bab el-Mandeb e Ormuz. O primeiro conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e integra a rota entre a Europa e a Ásia pelo Canal de Suez. A região ganhou importância para as exportações de petróleo sauditas depois que o Irã bloqueou Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

No início de setembro, os houthis lançaram uma ofensiva e assumiram o controle de todo o litoral do Iêmen voltado para o Mar Vermelho, incluindo Bab el-Mandeb. O grupo afirma que não há ameaça à navegação no estreito, exceto para navios sauditas.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar classificou como “catastrófico” um eventual fechamento da passagem. Ibrahim al-Hashmi, funcionário do ministério, afirmou que o mundo já enfrenta os efeitos do bloqueio de Ormuz, por onde transitava, antes da guerra, um quinto dos hidrocarbonetos mundiais.

Uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas estava prevista para esta terça-feira, em Nova York, para discutir o futuro do corredor marítimo. Arábia Saudita e Iêmen deveriam participar, segundo fontes diplomáticas mencionadas no anúncio da reunião.

Na véspera, os houthis atacaram o sul da Arábia Saudita, deixando 13 civis feridos, segundo Riad. O grupo afirmou que os sauditas responderam com cerca de 50 ataques aéreos. Os houthis também atingiram instalações petrolíferas sauditas, o que levou os preços do petróleo a superar US$ 100.

A Defesa Civil saudita emitiu alertas sobre risco de ataques em áreas que incluíam Meca, Jidá e Taif. Os avisos foram suspensos pouco depois. O oleoduto Leste-Oeste, usado para exportar petróleo sem passar por Ormuz, também está paralisado após ataques de drones vindos do Iraque, conforme as autoridades sauditas.

Antes da viagem ao Cairo, Mohammed bin Salman conversou na segunda-feira (14) com Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio. Mirette Mabrouk, do Middle East Institute, avaliou que o líder saudita busca garantias de uma eventual intervenção egípcia para proteger Bab el-Mandeb.

A redução do tráfego marítimo pode afetar as receitas do Egito com as tarifas do Canal de Suez. O ministro egípcio das Relações Exteriores disse na semana passada que o país acumulou US$ 11 bilhões em perdas no canal por causa da situação regional. Na terça-feira, o barril de Brent subiu 2,44%, a US$ 108,26.

O conflito também provocou o deslocamento de pelo menos 100 mil pessoas no Iêmen desde a retomada dos combates, no início de setembro, entre os houthis e forças pró-governo, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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