São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Eleição sueca opõe governo de direita a aliança de centro-esquerda

Pesquisas indicam vantagem da oposição, mas a formação do próximo governo dependerá de negociações entre partidos com diferenças econômicas.

Eleição sueca opõe governo de direita a aliança de centro-esquerda

Os eleitores da Suécia votam neste domingo (13) para renovar o Parlamento em uma disputa entre a coalizão de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson e a aliança de centro-esquerda liderada por Magdalena Andersson, social-democrata que tenta retornar ao comando do governo.

As 6.264 seções eleitorais abriram às 8h, no horário local. Além dos deputados, os eleitores escolhem representantes para assembleias regionais e conselhos municipais. Em Estocolmo, houve filas nos locais de votação. Mais de 3,5 milhões de pessoas já haviam votado antecipadamente, acima do registrado nas eleições de 2022.

As pesquisas de opinião apontam vantagem para a oposição, mas uma vitória não garante a formação de um governo. A aliança reúne quatro partidos: três ligados à esquerda e o Partido do Centro, progressista em temas sociais, mas liberal e mais próximo da direita em questões econômicas.

Para Marius Perrin, pesquisador do Centro de Estudos Europeus da Sciences Po Paris, a dificuldade será unir forças com visões econômicas divergentes. “Se a oposição vencer, a questão será saber se conseguirá formar uma maioria parlamentar”, afirmou. Os social-democratas governaram entre 2014 e 2022 em situação minoritária, e não há uma maioria de esquerda no país desde as eleições de 2002.

Extrema direita no governo

Kristersson afirmou que, caso permaneça no poder, pretende nomear ministros dos Democratas da Suécia. O partido de extrema direita apoia a coalizão governista desde 2022 e teve influência nas políticas de imigração e segurança adotadas nos últimos anos.

A entrada formal da legenda no governo seria uma mudança no cenário político sueco. Desde que chegou ao Parlamento, em 2010, o partido havia sido isolado pelas demais forças políticas. Durante a campanha, também retomou um discurso mais radical, especialmente sobre imigração.

Saúde e educação no centro do debate

Embora imigração, segurança e temas identitários tenham ocupado espaço na campanha, pesquisas indicam que saúde e educação são as principais preocupações dos eleitores. Hospitais enfrentam falta de recursos e escassez de mão de obra. A Associação Sueca dos Profissionais da Saúde afirma que mais de um terço dos trabalhadores do setor atua em meio período para suportar as condições de trabalho.

Na educação, as críticas envolvem salas superlotadas e escolas independentes financiadas com recursos públicos, mas muitas vezes administradas por empresas privadas. O debate também inclui o papel do Estado na garantia de serviços públicos essenciais, depois da abertura desses setores ao mercado desde os anos 1990.

Os resultados devem começar a ser divulgados após o fechamento das urnas, no início da noite deste domingo. A composição do próximo governo deverá depender de negociações entre os partidos, independentemente do bloco mais votado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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