São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Escócia suspende decisões sobre megacentros de dados de IA por um ano

Parlamento interrompe novas aprovações enquanto o governo prepara regras nacionais para projetos de grande consumo de energia e água.

Escócia suspende decisões sobre megacentros de dados de IA por um ano

O Parlamento escocês apoiou a suspensão de decisões de planejamento e licenciamento para novos centros de dados hiperescaláveis de inteligência artificial (IA). A pausa deve durar até a publicação de orientações nacionais, prevista para ocorrer no prazo de 12 meses.

A medida impede, nesse período, a aprovação de candidaturas para instalações desse tipo. O governo escocês também deverá apresentar, até o final de 2026, um relatório sobre a elaboração das regras nacionais de ordenamento e publicar o conjunto completo das orientações no prazo de 12 meses.

Centros de dados hiperescaláveis estão entre as maiores estruturas de computação. Eles são projetados para oferecer grandes volumes de capacidade e, em geral, demandam dezenas de megawatts de eletricidade ou mais. Essas instalações fornecem a infraestrutura necessária para treinar e operar sistemas de IA, mas também podem consumir grandes quantidades de energia e água.

Pressão ambiental e expansão de projetos

A Escócia tem mais de 20 grandes projetos de centros de dados em análise, incluindo uma proposta em Fife, no leste do país, descrita como potencialmente a segunda maior do mundo. O crescimento das iniciativas acompanha a expansão global da IA.

A elevação prevista da demanda gerou preocupações sobre a capacidade da rede elétrica escocesa e sobre os efeitos dos novos empreendimentos nas emissões de carbono e nas comunidades vizinhas. Como parte da resposta, o governo passou a exigir avaliações de impacto ambiental para todos os novos centros de dados com capacidade instalada superior a 50 MW.

A decisão ocorreu após manifestações de ativistas e moradores, que pediram regras nacionais para orientar a construção de grandes instalações e definir os critérios para um centro de dados considerado verde. Centenas de pessoas protestaram diante do Parlamento escocês no início deste mês.

Kat Jones, diretora do grupo ambiental Action to Protect Rural Scotland, classificou a votação como “um marco importante” para as comunidades afetadas por projetos propostos em suas regiões. Ela também afirmou que ainda há trabalho a fazer, mas considerou a decisão um avanço.

A suspensão não impede permanentemente novos centros de dados. O debate envolve como equilibrar o potencial econômico da expansão da IA com os impactos ambientais, a demanda por energia e os efeitos sobre as comunidades.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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