São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Protesto na Áustria questiona projeto de centro de dados da Google

Moradores de Kronstorf apontam falta de transparência e dúvidas sobre o uso de água, o resfriamento e os efeitos no rio Enns.

Protesto na Áustria questiona projeto de centro de dados da Google

Cerca de 400 pessoas protestaram este mês contra a construção de um centro de dados da Google em Kronstorf, na Alta Áustria. O complexo terá 50 hectares, área equivalente a cerca de 70 campos de futebol, e está sendo erguido em uma localidade com cerca de 3 500 habitantes.

A manifestação ocorreu em frente à sede do governo regional, em Linz. Os moradores questionam a transparência do projeto e pedem esclarecimentos sobre os sistemas de resfriamento, o consumo de água e o possível impacto no rio Enns.

As obras do primeiro centro de dados da Google na Áustria começaram em abril. A primeira fase está prevista para entrar em funcionamento em 2027. A empresa afirma que a instalação atenderá ao aumento da demanda por serviços de computação em nuvem e inteligência artificial, além de criar cerca de 100 empregos diretos e milhares de postos indiretos.

A Google também diz que o empreendimento ajudará a fortalecer a infraestrutura digital da Áustria e contribuirá para iniciativas locais de sustentabilidade. Na cerimônia de lançamento da pedra fundamental, o governador da Alta Áustria, Thomas Stelzer, afirmou que o centro enviaria “um sinal forte para a Alta Áustria enquanto local de negócios e inovação”.

Christina Gruber, organizadora do protesto, artista independente e ecóloga aquática, defendeu uma revisão do projeto. “Creio que é preciso repensar este crescimento e expansão sem fim”, disse.

Andrea Kollmann, advogada de 53 anos que viajou de Viena para participar do ato, afirmou que o projeto avançou “rápido demais”.

A empresa declara que seus centros de dados estão entre os mais eficientes do mundo em termos energéticos. Críticos, porém, argumentam que instalações desse tipo podem consumir grandes volumes de eletricidade e água. Os complexos reúnem milhares de servidores que funcionam continuamente e geram calor, dissipado por sistemas de resfriamento frequentemente baseados em água.

Expansão europeia

A Europa abriga centenas de centros de dados e amplia sua infraestrutura voltada à inteligência artificial e à computação em nuvem. O avanço de novos projetos também provocou protestos por causa de possíveis impactos ambientais.

No início de setembro, a Escócia suspendeu novas autorizações para centros de dados de inteligência artificial de grande escala. Na Espanha, moradores de Aragão ingressaram com ações judiciais contra um projeto da Amazon. Amsterdã impôs uma moratória para novas instalações, citando limitações de espaço e fornecimento de energia. A Dinamarca colocou os centros de dados no fim da lista de prioridades para conexões à rede elétrica.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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