O pisco-preto foi eleito Ave do Ano da Nova Zelândia após receber mais de 26 mil votos em uma votação que reuniu 105 mil participantes. A espécie, considerada criticamente ameaçada, tem cerca de 350 indivíduos conhecidos.
Originário das ilhas Chatham, localizadas a cerca de 800 km a leste da Ilha Sul da Nova Zelândia, o pisco-preto alcançou o primeiro lugar à frente do kakapo e do falcão kārearea. A disputa é organizada anualmente pela Forest & Bird para chamar atenção para as espécies nativas do país e para as ameaças que enfrentam.
Recuperação da espécie
Em 1980, restavam apenas cinco piscos-pretos, entre eles uma única fêmea reprodutora. Desde então, a população chegou a cerca de 350 indivíduos. O grupo de campanha que apoiou a ave agora busca criar um terceiro habitat para ampliar e fortalecer a população.
O concurso começou em 2005 como uma votação por correio eletrônico e se tornou um evento anual com campanhas, memes e disputas nas redes sociais.
Apesar do nome, o pisco-preto não é próximo do pisco europeu, comum na Grã-Bretanha e em grande parte da Europa. Os adultos da espécie neozelandesa são quase totalmente negros, enquanto o pisco europeu tem plumagem acastanhada e uma mancha alaranjada-avermelhada no peito.
O portal New Zealand Birds Online informa que o pisco-preto pertence à família dos piscos australásios e existe apenas nas ilhas Chatham. Já a RSPB classifica o pisco europeu na família dos papa-moscas do Velho Mundo.
A votação também já foi alvo de controvérsia. Em 2019, centenas de votos foram registrados a partir de endereços IP na Rússia. Os organizadores disseram que a maioria vinha de observadores reais de aves e que o resultado do hoiho, ou pinguim-de-olhos-amarelos, não foi alterado. A espécie voltou a vencer em 2024.
Em 2023, o pūteketeke, ou mergulhão-cristado australiano, ganhou após uma campanha internacional promovida pelo humorista e apresentador John Oliver, do programa “Last Week Tonight”.







