São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Bactéria é investigada após mortes de filhotes de baleia na Patagônia

Dezenas de filhotes foram encontrados mortos em praias de Chubut, na Argentina; autoridades ainda investigam a causa.

Bactéria é investigada após mortes de filhotes de baleia na Patagônia

Dezenas de filhotes de baleia-franca-austral foram encontrados mortos em praias da província de Chubut, no sul da Argentina. Os registros começaram em junho, em uma das principais áreas de reprodução da espécie no Atlântico Sul. Cientistas investigam se uma infecção bacteriana está por trás da mortalidade elevada nesta temporada.

As autoridades de Chubut afirmam que as primeiras análises indicam a presença de uma bactéria marinha comum. Uma das hipóteses é a erisipela, doença infecciosa provocada por bactérias que podem estar normalmente presentes na pele desses mamíferos. A investigação continua para determinar a causa das mortes.

Mariano Coscarella, pesquisador do Laboratório de Mamíferos Marinhos do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet), disse que a taxa de mortalidade entre os filhotes é especialmente alta nesta temporada. Para ele, os indícios apontam, por enquanto, para uma causa natural, mas não permitem excluir totalmente a influência da atividade humana.

Área de reprodução

Puerto Madryn e a vizinha península Valdés formam uma das principais áreas de reprodução da baleia-franca-austral. Os animais chegam anualmente às águas da região para se reproduzir e criar os filhotes. Na fase adulta, podem atingir cerca de 17 metros de comprimento e pesar aproximadamente 40 toneladas.

Em 2025, foram contabilizadas 2 110 baleias na área, das quais cerca de 800 eram jovens. Neste ano, a contagem está em 1 375 animais, incluindo perto de 400 filhotes, de acordo com os dados apresentados por Coscarella.

O governo provincial afirma que trabalha com a comunidade científica para esclarecer a origem do episódio. Apesar do número de mortes registrado nesta temporada, o pesquisador avalia que a situação, até o momento, não representa perigo a médio prazo para a população regional. A longevidade da espécie contribui para essa avaliação: autoridades locais estimam que uma baleia-franca-austral possa viver cerca de 60 anos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5