São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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EUA deportaram 25.447 pessoas para países sem vínculo com elas

Acordos com 35 países preveem pagamentos a governos e organizações para receber migrantes que não podem ser repatriados legalmente.

EUA deportaram 25.447 pessoas para países sem vínculo com elas

Os Estados Unidos deportaram pelo menos 25.447 pessoas para países com os quais elas não tinham vínculo até 31 de agosto de 2026. As transferências ocorreram por meio de acordos sigilosos firmados com 35 países desde a posse de Donald Trump, em janeiro de 2025, segundo dados compilados pela Forbidden Stories com um consórcio de jornalistas internacionais.

A investigação afirma que a administração norte-americana reservou 410 milhões de dólares (357 milhões de euros) para os países de destino e agências da Organização das Nações Unidas. Cerca de 20.000 pessoas foram enviadas para o México. As demais foram distribuídas por outros 27 países na América Latina, na África e no Pacífico. Outros sete Estados já concluíram acordos.

Os termos variam conforme a nacionalidade dos deportados e a possibilidade de aceitar pessoas com antecedentes criminais. A Forbidden Stories informou que 49 dos 54 países africanos foram consultados sobre a recepção de migrantes enviados por terceiros países.

Pagamentos e acordos

O Gabinete de Remigração do Departamento de Estado, criado em maio de 2025, conduziu a maior parte das negociações e dos pagamentos, segundo a investigação. A divisão é dirigida por Christian Jove Ehrhardt, diplomata de 41 anos.

Nos Camarões, um memorando de entendimento sobre a aceitação de deportados foi assinado em dezembro. O primeiro avião com essas pessoas chegou ao país em 14 de janeiro. No mês seguinte, os Estados Unidos anunciaram 30 milhões de dólares (26 milhões de euros) para o ACNUR nos Camarões, destinados a “facilitar o regresso voluntário de refugiados e combater a imigração ilegal”.

Palau assinou em dezembro de 2025 um acordo para receber até 75 nacionais de países terceiros por 7,5 milhões de dólares (6,5 milhões de euros). Até agora, três pessoas foram enviadas ao país.

Documentos internos indicam que 81 milhões de dólares (70 milhões de euros) dos recursos previstos seriam destinados aos governos signatários. Mais de 178 milhões de dólares (155 milhões de euros) foram reservados à Organização Internacional para as Migrações, e 123 milhões (107 milhões de euros), ao ACNUR.

Advogados afirmaram que os deportados ficam detidos sem acusação em países onde não têm ligação e dispõem de poucos direitos. O ACNUR declarou que não participa dos acordos bilaterais e que o financiamento norte-americano é usado conforme seu mandato de reforçar sistemas de asilo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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