São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Mundo

Euro recua ao menor nível em 17 meses diante de riscos na França e na Espanha

Moeda chegou a 1,1161 dólares, enquanto investidores monitoram a dívida francesa, a crise política espanhola e possíveis efeitos sobre outros mercados.

Euro recua ao menor nível em 17 meses diante de riscos na França e na Espanha

O euro caiu ao menor nível em 17 meses em relação ao dólar norte-americano, pressionado pelos riscos fiscais e políticos na França e na Espanha. A moeda chegou a 1,1161 dólares durante as negociações na Ásia e era cotada perto de 1,12 dólares na abertura dos mercados europeus, com leve recuperação.

A queda ocorreu após quatro semanas consecutivas de desvalorização e reacendeu preocupações sobre uma nova crise da dívida na zona do euro. Analistas do banco ING afirmaram, em nota divulgada na sexta-feira, que o mercado poderia “facilmente acrescentar mais 2% de prémio de risco ao euro” se a venda de títulos continuasse.

O diferencial entre os rendimentos dos títulos franceses e alemães com vencimento em 10 anos estava em cerca de 146 pontos base, conforme dados da LSEG. O rendimento do título francês subiu para 4,917% nas primeiras negociações, próximo do maior nível em 24 anos registrado na semana anterior. Na sexta-feira, havia encerrado em cerca de 4,856%.

O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse na semana passada que o país continua sendo um devedor sólido. Ele apresentou um orçamento para 2027 que prevê a redução do déficit de 5,4% para 5% do Produto Interno Bruto antes das eleições presidenciais da próxima primavera.

Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez convocou eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro. A decisão ocorreu depois que o Parlamento rejeitou, na sexta-feira, dois decretos sobre habitação do governo minoritário.

O rendimento do título espanhol de 10 anos oscilava entre 4,07% e 4,09% na manhã de segunda-feira. O prêmio em relação à dívida alemã estava em cerca de 65 pontos base, menos da metade do diferencial francês.

As bolsas europeias tiveram desempenho misto. O Euro Stoxx 50 caiu 0,4%, enquanto o Stoxx 600 avançou 0,6%. O CAC 40 recuou mais de 1%, e o IBEX 35 subia 0,4% depois de ter passado para o campo negativo após o anúncio de Sánchez. Na Alemanha, na Itália, no Reino Unido e nos Países Baixos, os índices DAX, FTSE MIB, FTSE 100 e AEX avançavam entre 0,1% e 0,3%.

A venda de títulos também atingiu Itália, Bélgica e Grécia na semana anterior, enquanto a dívida alemã se beneficiou da procura por ativos considerados de refúgio. O prêmio da Itália em relação aos títulos alemães chegou perto de 110 pontos base na quinta-feira. O banco belga KBC avaliou que houve “um claro contágio para países como a Bélgica ou a Itália”.

A turbulência aumenta a pressão sobre o Banco Central Europeu. A instituição elevou as taxas de juros duas vezes desde junho para conter a inflação, que alcançou 3,8% em setembro, mas os investidores reduziram as apostas em novas altas. O Instrumento de Proteção da Transmissão, programa de compra de títulos criado em 2022, nunca foi acionado.

Joachim Nagel, presidente do Bundesbank e provável candidato à próxima presidência do BCE, afirmou que a prioridade do banco central é a estabilidade de preços, e não “certos níveis de spreads”. A presidente do BCE, Christine Lagarde, declarou que uma dívida próxima de 120% do PIB, sem trajetória de controle, é grave, mas ressaltou que “não se trata de 2008 ou 2011”.

Nos Estados Unidos, as bolsas subiram na sexta-feira depois que a economia criou apenas 29 mil empregos em setembro, abaixo do esperado. O resultado reduziu as apostas em uma alta dos juros pela Reserva Federal em outubro. O S&P 500 avançou 0,7%, o Dow Jones Industrial Average ganhou 0,5% e o Nasdaq Composite subiu 1,2%. Na segunda-feira, os futuros americanos operavam majoritariamente estáveis, com recuo de cerca de 0,5% no Nasdaq-100. As atas da reunião de setembro da Fed serão divulgadas na quarta-feira.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5